Confira os ganhadores de todas as categorias de curta-metragem

Renata do Amaral
D
o JC OnLine

Agora, só no ano que vem. O 5º Festival Nacional de Cinema do Recife terminou nesta segunda-feira, com a cerimônia de premiação no Teatro Guararapes. Apesar de os prêmios contemplarem os mais variados gêneros e linguagens cinematográficas, um fator unia os ganhadores: todos afirmaram a satisfação de receber o Troféu Passista no festival de cinema de maior sucesso de público do País.

Os primeiros a subir ao palco para agradecer o prêmio foram os ganhadores da categoria curta-metragem de ficção em 16mm. O gaúcho Intestino grosso, de Augusto Canani, abocanhou os troféus de montagem, roteiro e filme, enquanto o pernambucano Assombrações do Recife Velho, de Cláudio Barroso, Adelina Pontual e Lírio Ferreira, foi contemplado com o prêmio de melhor roteiro.

Na categoria documentário de curta-metragem em 16mm, o grande campeão foi o gaúcho A invenção da infância, de Liliana Sulzbach. Mais um exemplar na sempre frutífera produção cinematográfica dos Pampas a fazer sucesso no festival, o filme levou nada menos que quatro prêmios: montagem, roteiro, direção e filme.

SONHOS - "Dedico este filme a meu filho, por sua capacidade de sonhar", declarou a cineasta pernambucana Liz Donovan, ao receber os prêmios de melhor filme, som e direção para seu documentário curta-metragem de 35mm, Brennand - De ovo omnia. A alegria foi dividida com o conterrâneo Marcos Enrique Lopes, vencedor de melhor roteiro por A composição do vazio. O alagoano Caleidoscópio, de Hermano Figueiredo, levou as estatuetas de melhor montagem e fotografia.

O paulista Almas em chamas, de Arnaldo Galvão, foi o vencedor absoluto na categoria curtas de animação. Vencedor nos quesitos montagem, som, direção e filme, só não ficou com a premiação de melhor roteiro, título que coube a outro gaúcho: Cavaleiro Jorge, de Otto Guerra.

Pernambuco roubou a cena novamente na categoria curta-metragem de ficção de 35mm. O filme O velho, o mar e o lago, de Camilo Cavalcante, ganhou os prêmios de melhor filme, ator (Cosme Soares), fotografia e direção, dividido com o gaúcho Palíndromo, de Philippe Barcinski, que também foi agraciado com o troféu de melhor som.

Ainda foram premiados na categoria o pernambucano A visita, de Hilton Lacerda (melhor montagem), o carioca Os filhos de Nelson, de Marcelo Santiago (melhor atriz para Larissa Costa), e o brasiliense Sinistro, de René Sampaio (melhor roteiro).

Recebeu o prêmio especial do juri o paulista Distraída para a morte, de Jefferson De. O filme de Camilo Cavalcanti e o gaúcho O branco, de Liliana Sulzbach e Ângela Pires, foram agraciados com o Prêmio Canal Brasil. Um júri de especialistas do canal selecionou os dois curtas, cujas equipes receberão um prêmio de R$ 5 mil.