Nem a véspera do 1º de Maio intimida ida do público ao Teatro Guararapes

Maria Hilda Sobral
Do JC OnLine

O fim do 5º Festival de Cinema do Recife trouxe mais uma vez o público do Recife ao Teatro Guararapes. Entre a exibição do curta-metragem A História do Futebol, de Paulo Machline, a cerimônia de premiação dos filmes em longa-metragem, e a exibição do longa Buffo e Spallanzani, o teatro permaneceu lotado.

A novidade ficou por conta da subida ao palco de um grupo de atores e diretores representando todos os trabalhadores negros do meio audiovisual. Presentes ao festival nestes sete dias de celebração, o ator Antônio Pitanga, acompanhado da atriz Maria Ceiça e do ator Antônio Pompeu entre outros, leu então o “Manifesto do Recife”, de apoio à multiculturalidade dentro do cinema brasileiro.

O manifesto elaborado nos dias do Festival instala uma comissão de apoio para que sejam impostas sanções legais contra a desigualdade racial dentro dos universos publicitários, cinematográfico e audiovisual. O documento também condena a discriminação de afro-descendentes no meio audiovisual em todo o Brasil.

Após a leitura do manifesto, o maracatu rural de Nazaré da Mata Cambinda Brasileira prestou uma homenagem à organização do Festival, se apresentando no palco do Teatro Guararapes.

Apesar das críticas sobre a falta de organização na quinta edição do Festival, Bertini organizador do evento, caracterizou o festival como um sucesso de público. “Nos últimos quatro dias, o Teatro Guararapes ficou super lotado, e apesar de toda a crítica da imprensa, consideramos a quinta edição vitoriosa”, disse Bertini ao JC OnLine. O organizador admitiu que não pensa no próximo ano pelo menos até daqui a alguns meses.

“É preciso cumprir com todos os prazos dos relatórios e todas as formalidades finais da quinta edição do Festival para podermos começar a elaborar a próxima. Por enquanto, não temos nem mesmo qualquer tema em vista”, afirmou, por fim, Bertini que já se sente feliz com o resultado reconhecido pelos profissionais de cinema participantes do evento.

Bicho de Sete Cabeças foi, realmente, o vencedor da noite na categoria longa-metragem ficção, junto ao A Vida em Cana, na categoria longa documentário.

Os atores José Mayer e Tony Ramos, juntos ao produtor Andrucha Waddington apresentaram a primeira exibição do filme Buffo e Spallanzani na cidades e foram responsáveis pelo encerramento da festa do cinema no Recife.

Confira aqui os vencedores:

>> Longa-metragem de ficção
>> Longa-metragem documentário