Segundo do turno Brasileiro da série B

Campanha do Náutico no segundo turno

Em situação bem diferente do primeiro confronto, o Náutico abriu o returno com a esperança de revanche contra a líder Portuguesa. Ainda mais, uma vitória deixaria o time lutando diretamente pelo título. E tudo parecia conspirar a favor dos pernambucanos, já que a Lusa teve dois jogadores expulsos no final do primeiro tempo.

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Wladmir Paulino

Em situação bem diferente do primeiro confronto, o Náutico abriu o returno com a esperança de revanche contra a líder Portuguesa. Ainda mais, uma vitória deixaria o time lutando diretamente pelo título. E tudo parecia conspirar a favor dos pernambucanos, já que a Lusa teve dois jogadores expulsos no final do primeiro tempo.

Os donos da casa voltaram com tudo no segundo, mas a eficiente retranca do adversário e uma boa dose de ansiedade deixaram o placar 0x0. Ao final do jogo, muitos apupos para jogadores e técnico. O atacante Kieza chegou a bater boca com um torcedor na descida para o vestiário e teve que ser contido. Apesar do resultado, o time continuava firme no G4, em terceiro lugar.

Virou tradição. Depois da tempestade sempre chegava a bonança. Apenas três dias depois o timbu fez um jogo impecável contra o Goiás e bateu o Esmeraldino por 2x1 em pleno Serra Dourada. E com direito a golaço de Eduardo Ramos e Kieza canalizando sua raiva para fuzilar os adversários. Voltando para casa, a torcida não teve do que reclamar: 2x1 no Criciúma e uma série invicta que chegava a sete partidas.

A quebra da invencibilidade aconteceu na rodada seguinte com uma bela "ajuda". O Bragantino era outra equipe que estava em ascensão, ainda mais atuando em seus domínios. um gol logo no primeiro ataque deixou os donos da casa ainda mais confiantes. Aos 24, 2x0 para o Massa Bruta, num erro lamentável da assistente Márcia Lopes Caetano, pois Lincom, autor do segundo gol, estava mais de um metro em impedimento. Depois foi descoberto que a bandeira é irmã do zagueiro Júnior Lopes, que, inclusive, participou da jogada irregular.

O alvinegro de Bragança Paulista ainda teve um jogador expulso no primeiro tempo. Na etapa final, o time pernambucano pressionou mas não conseguia finalizar. O gol que diminuiu o prejuízo saiu aos 36 numa jogada de bola parada. Eduardo Ramos bateu escanteio e Marlon marcou de cabeça.

Uma nova postura foi vista no segundo confronto contra o Salgueiro. O time sertanejo engrossou mas o Náutico mostrou disposição e criatividade. No final terminou recompensado com a vitória por 1x0, gol marcado por Derley. Antes, Kieza já mandara uma bola na trave. Em 23 de setembro, o timbu faria uma de suas piores partidas na competição - e, diga-se de passagem - que não se repetiria mais. O Paraná, atuando em casa, foi amplamente superior e venceu por 2x0. Desde o dia 16 de agosto os alvirrubros não perdiam um jogo sem marcar gol.

Daí em diante, o timbu só perderia mais dois jogos, mas em ambos vendeu caro o resultado. É óbvio que houve momentos de tensão. Depois de vencer o ABC por 2x0, o time computou três empates e uma derrota (para o Guarani, em Campinas). Dois desses resultados iguais foram dentro dos Aflitos e diante de equipes que lutavam contra o rebaixamento: 1x1 com o Duque de Caxias e 2x2 com o Icasa. Em ambos a torcida reclamou, temeu o pior, mas em nenhum momento o Náutico deixou de figurar entre os quatro melhores da competição.

O técnico Waldemar Lemos passou a adotar um esquema diferente, atuando com apenas um atacante fora de casa. E deu certo. Nos Aflitos, o time procurava fazer o de sempre: manter a posse de bola e não deixar o adversário rondar sua área. Foi assim que deu o troco no Sport, no dia 29 de outubro, inclusive com o mesmo placar: 2x0.

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