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Mamãe
dá a dica. E a Internet também
Por
Bruno Albertim
Do caderno Família/JC
Foi-se
o tempo em que as noivas ( e noivos ) contavam apenas com as dicas
de mães e avós no preparo para o dia que, espera-se,
seja o marco definitivo para o início da vida a dois. Hoje,
um série de endereços eletrônicos oferecem dicas,
sugestões e conselhos. É a modernidade da Internet a
serviço da tradição da cerimônia.
Depois de escrever dois best-sellers que se converteram em verdadeiros
manuais de estilo no Brasil, a consultora de moda Glória Kalil
criou uma versão deles na rede. Este mês, o site (www.chic.com.br),
oportunamente, dá conselhos especiais para quem vai encarar
a nave de uma igreja. As dicas, como não poderiam deixar de
ser, versam sobre moda (afinal, uma cerimônia tão meticulosamente
planejada e cara, não deve, supõe-se, ser estragada
pela deselegância de seus habitantes).
O principal alvo dos conselhos de Kalil não são os noivos,
mas os padrinhos. Oitenta por cento das dúvidas sobre
o que vestir vêm deles, diz. O cuidado com a pseudo-aristocracia
na cerimônia deve preocupar os homens que vão apadrinhar
novos casais. Eles nunca devem usar o fraque, roupa naturalmente aristocrática,
se o noivo não o fizer. Os padrinhos também devem, segundo
Kallil, evitar gravatas compridas, que ultrapassem a fivela do cinto,
nem tampouco usar as muito largas, tipo babador. Sobriedade é
o se exige. As lisas são ultra-formais e bem-vindas no
altar, recomenda ela, em seu site.
Em cerimônias pela manhã, os efeitos brilhantes nas roupas
são uma ode ao mau-gosto (o conselho também é
válido às noivas). Kallil ainda diz que devem ser evitados
tecidos franzidos neste horário. As mulheres que vão
acompanhar a noiva devem, segundo ela, optar por tecidos como o seda
fosco ou os linhos bordados típicos do Nordeste, por exemplo.
Já o site www.noivasonline.com.br procura fazer os noivos prestarem
atenção ao pragmatismo que o dia de sonho
requer dos pombinhos. Um exemplo: a data do casamento
precisa ser estudada para que a festa não seja um fracasso.
Se a cerimônia ocorrer em ano de Copa do Mundo, por exemplo,
é preciso verificar se a data não coincidirá
com as finais dos jogos (imagine um convidado de radinho no ouvido
em plena cerimônia).
Marcar o casamento para o final de semana é outra dica: facilita
a vida de quem vem de fora e de quem trabalha. Devido ao cansaço
após a jornada de trabalho, a festa corre o risco de acabar
antes do previsto. Se o casal puder fazer coincidir a data com as
férias, poderá prolongar a lua-de-mel. Nada mais desagradável,
do que, em plena euforia conjugal, voltar correndo ao trabalho.
Casar não é só festa, adverte o site.
E também não vai ser nada agradável um barraco
sobre quem paga o quê às vésperas da cerimônia.
O site sugere uma lista mais ou menos padrão sobre a divisão
das despesas, levando-se em conta, sempre, que o ideal é que
as duas famílias se reúnam para dividir os gastos. Mas,
tradicionalmente, sugere-se que a família da noiva pague pelos
convites, participações, entregador, correio, enxoval
e vestido da noiva, decoração e música da cerimônia.
E mais: fotógrafos e cinegrafistas, transporte da noiva para
a igreja e depois, dos noivos para a recepção, além
da festa, no geral.
A família dele deve arcar com taxas de cartório e do
casamento civil, da cerimônia religiosa, despesas do padre,
roupa do noivo, despesas com a viagem de núpcias, que, às
vezes, é presente dos padrinhos. O noivo (nem ele escapa) deve
pagar pelas alianças, presente para os padrinhos e flores para
as mães de ambos. Já o endereço www.casaronline.com.br
é tão diverso que até dicas de como usar o milenar
Feng Shui na vida a dois são adotadas. Uma delas: a porta da
nova casa deve ser totalmente livre, iluminada e arejada. Portanto,
nada de móveis, vasos e outros objetos atrás da porta
principal. Os noivos podem nem ser tão esotéricos assim,
mas quem vai querer arriscar a tão esperada felicidade que
começa após a cerimônia?
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