Magrão

Magrão

Alessandro Beti Rosa viveu o céu e o inferno, na Ilha do Retiro, na atual temporada. Mas nada de estranhar. O goleiro Magrão, 34 anos, viveu situação semelhante quando chegou no Sport, em 2005. Sempre foi olhado como desconfiança pela torcida e a imprensa. Foi preciso muita calma para, com o tempo, ganhar o status de ídolo. Em 2011, por conta da irregularidade do time, Magrão foi, novamente questionado. Mas o camisa 1 e capitão do time rubro-negro não se abateu. Soube ouvir as críticas, trabalhou intensamente e ajudou muito o Sport no retorno à Série A do Campeonato Brasileiro.

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Marcelo Cavalcante

Alessandro Beti Rosa viveu o céu e o inferno, na Ilha do Retiro, na atual temporada. Mas nada de estranhar. O goleiro Magrão, 34 anos, viveu situação semelhante quando chegou no Sport, em 2005. Sempre foi olhado como desconfiança pela torcida e a imprensa. Foi preciso muita calma para, com o tempo, ganhar o status de ídolo. Em 2011, por conta da irregularidade do time, Magrão foi, novamente questionado. Mas o camisa 1 e capitão do time rubro-negro não se abateu. Soube ouvir as críticas, trabalhou intensamente e ajudou muito o Sport no retorno à Série A do Campeonato Brasileiro.

De fato, Magrão encontrou dificuldades nesta Série B. O camisa 1 rubro-negro machucou a mão na partida contra o Vitória-BA, em Salvador, no dia 18 de junho, quando o Leão perdeu por 2x0. Ele só retornou aos time no dia seis de agosto, na derrota para o Boa Esporte, por 3x0. Foi o ápice da crise do Sport na Série B. E Magrão, fora de ritmo, foi apontado como um dos responsáveis pelo revés. Na partida seguinte, contra a líder Portuguesa, na Ilha do Retiro, o Sport fez uma boa partida, equilibrou o jogo, mas Magrão falhou duas vezes e o time rubro-negro perdeu em casa, por 3x2. A pressão aumentou sobre o goleiro. Ouviu a imprensa pedir uma chance ao jovem goleiro Saulo, prata-da-casa do Sport, que já mostrou talento em outros jogos do Leão. No total, Magrão atuou em 29 partidas do time rubro-negro nesta Série B.

Nesses seis anos no clube, o goleiro não passou tanto tempo fora do time titular. Foi substituído por Rodrigo Calaça e Paulo Rafael. Isso o fez perder o pouco ritmo de jogo. Acostumados a ver uma maior sequência de Magrão na equipe e mostrando uma regularidade técnica, os torcedores reclamaram. No entanto, sempre reconheceram o talento do camisa 1 e da sua importância na equipe. Magrão não é capitão à toa. Ele é ídolo. Teve humildade para reconhecer seus erros, trabalhou sério e buscou uma recuperação. Pela segunda vez, o ídolo rubro-negro leva o Leão à elite do futebol nacional. Magrão escreve mais um belo capítulo de sua história na Ilha do Retiro.

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