Recife, 03/04/97

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PERU
Fujimori reativa esforço para pôr fim a seqüestro

LIMA
- O anúncio da viagem do presidente peruano, Alberto Fujimori, à Bolívia - no sábado - e as intensas negociações dos mediadores aliviaram ontem o pessimismo em relação a uma solução pacífica para a crise dos reféns do Movimento Revolucionário Tupac Amaru. Há 106 dias, os rebeldes mantêm 72 cativos na casa do embaixador japonês em Lima.

O presidente do Congresso peruano, Víctor Joy Way, e o ministro de Relações Exteriores de Cuba, Roberto Robaina, chegarão a Tóquio - respectivamente nos dias 6 e 17 - para discutir aspectos do seqüestro com o primeiro-ministro japonês, Ryutaro Hashimoto. Cuba deve ser o destino final dos integrantes do comando seqüestrador do MRTA, caso haja uma saída negociada.

O chefe dos mediadores, monsenhor Juan Luis Cipriani reuniu-se ontem, pelo segundo dia consecutivo, com os rebeldes. Na segunda e na terça-feira, ele conversou com Fujimori e com o negociador oficial do governo, o ministro da Educação Domingo Palermo. As conversas diretas entre a guerrilha e o governo estão suspensas há três semanas.

Após a conversa com Cipriani, segundo versões de imprensa, Fujimori ligou para o presidente boliviano, Gonzalo Sánchez de Lozada, e acertou a reunião de sábado. A Bolívia, cujo embaixador no Peru, Jorge Gumucio, está entre os reféns, é uma das partes envolvidas nas negociações.


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