![]() |
|
||||||||||||||
|
Para esquentar
uma noite tão fria só mesmo São João Foi com muito forró e até com um friozinho que o pernambucano festejou a véspera de São João, comemorada na noite de sábado passado. Ajudado por São Pedro, que segurou a chuva, o povo saiu às ruas e lotou os principais pólos de animação organizados pelas prefeituras em todo o Estado. Em Caruaru, a Capital do Forró, mais de 150 mil pessoas passaram pelo Pátio de Eventos Luiz Gonzaga para ouvir Jorge de Altinho e Petrúcio Amorim. Os turistas invadiram a cidade de Gravatá, na mesma região, e dançaram até de madrugada ao som da banda Capim com Mel e da cantora Fabiana. No Recife, mais de 30 mil pessoas conferiram os shows e apresentações nos pólos do Marco Zero, Pátio de São Pedro e Sítio da Trindade, programados pela prefeitura. Muita gente também preferiu ficar em casa, comemorando os festejos juninos com familiares, amigos e vizinhos. Os bairros da Torre e do Cordeiro, por exemplo, tiveram suas ruas ocupadas por fogueiras de vários tamanhos. Na Rua Joaquim Alheiros, no Cordeiro, um arraial infantil chamava a atenção de quem passava na área. Vestidas de matutos - alguns até estilizados -, 32 crianças apresentavam uma quadrilha, ensaiada durante um mês. Tudo começou com a minha filha, Vanessa, de 12 anos, que me pediu para fazer um arraial aqui na rua. Nós fomos juntando as crianças, depois os pais foram se animando e saiu essa festança. A gente nunca tinha tido um arraial assim aqui, contou a professora de Educação Física Girlene Botelho, 31 anos. No Sítio da Trindade, em Casa Amarela, a animação ficou por conta da banda Chão e Chinelo e da dupla Mateus e Caterina, responsável pela diversão do público que esperava o concurso de quadrilhas. O espetáculo, inclusive, foi prejudicado pelos grupos que faltaram à apresentação. Mesmo assim, oito mil pessoas passaram pelo pólo, um dos mais tradicionais da cidade e que este ano teve até parque de diversões. No Pátio de São Pedro, o lema era dançar agarradinho ao som do forró romântico e sob um palhoção com pouca iluminação. O lugar é perfeito, esse casario é encantador, a música romântica, mas os homens não nos tiram para dançar. Parecem encabulados, lamentava a assistente social Adriana Bispo, 36 anos, natural de Santos (SP) e que veio ao Recife para conhecer o São João. Já o casal de noivos Amaury Antônio de Santana, 27 anos, e Patrícia Aparecida Moriz, 22, tiraram a noite para dançar, fazendo da festa um aquecimento para o casamento, programado para o próximo mês. A gente sempre vem para cá. Gostamos do lugar e do clima. Assim, aproveitamos para namorar e dançar, afirmou Amaury Antônio. No palhoção montado no Marco Zero, a estimativa da Prefeitura da Cidade do Recife era de que mais de 15 mil pessoas tinham ido assistir ao show de Silvério e Bate o Mancá. O público de hoje (sábado) foi recorde. Isso é um claro sinal de que o recifense dá valor à nossa cultura, como o forró pé-de-serra e a ciranda, definiu o coordenador musical da Secretaria de Cultura do Recife, Zé da Flauta. A noite de domingo passado foi a vez do grupo Mestre Ambrósio se apresentar no Marco Zero. Já Alceu Valença e Silvério fizeram a festa em Caruaru.
|
||||||||||||||