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Danças

Quando a sanfona começa a esquentar o fole é sinal que o ciclo junino pernambucano já está nas ruas. Além do tradicional forró pé-de-serra, outros ritmos e danças costumam invadir o Estado durante o período.

Seja o coco-de-roda, o xote, o xaxado ou o baião, a verdade é que ninguém consegue ficar parado diante de tantas opções. Saiba um pouco mais de cada manifestação popular e trate logo de arrumar um par para garantir o rala-bucho até o dia raiar.

 

 

FORRÓ | XAXADO | BAIÃO | COCO

 

 

Forró, o ritmo do São João

Festa para todos. Embora não haja um consenso entre os historiadores, a origem da palavra forró mais conhecida é aquela que vem da expressão inglesa "for all". Conta a lenda que os ingleses ofereciam festas para os operários que trabalhavam na construção das estradas de ferro no Nordeste e os convidavam falando dessa forma. Ainda existe outra versão - preferida pelos regionalistas - que coloca a palavra como 'filha' do termo 'forrobodó', utilizado com o significado de 'baile sem etiqueta'. Divergências à parte, é notório afirmar que o forró virou o gênero musical característico do Nordeste, ainda mais durante os festejos juninos. Nesse período, é comum observar sanfoneiros, pandeiristas e tocadores de zabumba e triângulo dando o tom musical para os casais se esbaldarem na festa. O saudoso Luiz Gonzaga é considerado o maior divulgador do ritmo.

 

 



Xaxado

Dança para 'macho' de verdade. Afinal de contas, o xaxado - originário do sertão pernambucano - é uma herança deixada por ninguém menos que o cangaceiro Lampião e os 'cabras de seu grupo'. Em fila indiana ou em círculo, os integrantes avançam com o pé direito em três e quatro movimentos laterais, puxando o esquerdo, num rápido e deslizado sapateio. A palavra vem do som "xa-xa-xa" produzido pelo arrastar das sandálias de couro no chão. Apesar de ter sido incorporada para os palcos, rádio, televisão, cinema e revistas teatrais, a manifestação não conseguiu ser dinfundida como dança-de-salão, uma vez que a participação feminina era proibida. No geral, a letra é agressiva, satírica. Já a música é simples, embora muito contagiante. De início, apenas a voz humana dava o tom da dança. Hoje, as mulheres ganharam espaço no xaxado, que agora é dançado com acompanhamento instrumental de zabumbas, pífanos, triângulos e sanfonas.

 

 

 




Baião

Com a ajuda de amigos compositores - como Humberto Teixeira, Zé Dantas e José Marcolino -, o sanfoneiro Luiz Gonzaga popularizou, a partir de 1944, um ritmo popular nordestino bastante difundido no século 19: o baião. Influênciado por outras danças locais, como o samba e as congas cubanas, o baião tornou-se famoso em todo o País, conservando suas origens no coco. Na dança de pés velozes é possível improvissar passos com diferentes movimentos do corpo, tais como o sapateado, as palmas, "umbigadas", meneios e uso de castanholas ou estalos de dedos. O termo vem de "bailão", que quer dizer "Baile Grande". A sanfona marca o ritmo, seguida pala zabumba e o triângulo. O baião entrou em crise no final da década de 50, ganhando adeptos, no entanto, na década seguinte, a exemplo de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Geraldo Vandré e, mais tarde, Fagner e Raul Seixas.

 






Coco-de-roda

Apesar de ser uma dança típica das regiões praieiras do Norte e Nordeste brasilieiro, o coco é um folguedo do ciclo junino, que é dançado também em outras épocas do ano. Misto de influências afro e indígenas, ele apresenta a marcação de batuques africanos e a coreografia dos bailados da tribo dos Tupis da Costa. Com a popularização do baião, o coco foi modificado, apresentando variações, como o coco-de-roda, coco-de-praia e coco-de-furar. Na dança, os integrantes fazem sapateados fortes no solo e, atualmente, não trocam mais "umbigadas". O ritmo é marcado por palmas sincronizadas ligadas ao som do ganzá, de pandeiros e cuícas, além de um canto muito especial. Na rima, enquanto uma voz puxam os versos principais, outros versos são respondidos em coro. Os textos são sempre irônicos e, geralmente, eróticos. Destaque para Jackson do Pandeiro, como grande incentivador do ritmo.

 

 


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