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Gente da terra
Os responsáveis
pela (boa) fama do forró, além do público que dança,
são os músicos. Muitos deles trazem as canções
desde a infância, outros o fazem por respeito e admiração
aos velhos mestres. Novas ou antigas, são as músicas entoadas
por nomes como esses aqui que fazem a poeira subir no arraial.
Azulão
O programa de calouros da Rádio Difusora de Caruaru foi o primeiro
contato de Francisco Bezerra de Lima com a música. Nascido em Caruaru
no ano de 1942, o cantor e compositor conhecido como Azulão iniciou
sua carreira artística na antiga Rozemblitz, tendo passado por
diversas gravadoras e conhecido, nesse período, vários estados
brasileiros. Suas músicas foram gravadas por nomes como Genival
Lacerda e Trio Nordestino.

Cascabulho
Fusão
de ritmos e tradições. Assim pode-se definir o trabalho
que a banda Cascabulho vem desenvolvendo desde o seu surgimento, em 1994.
Misturando forró, coco e rock, os integrantes da banda natural
do município de Carpina, Zona da Mata pernambucana, encontraram
no músico e mestre Jackson do Pandeiro a inspiração
que precisavam para fazer suas músicas.
Com caráter de denúncia, as letras abordam os problemas
do homem do interior e da periferia da capital. O CD Fome que dá
Dor de Cabeça foi o pontapé para Cascabulho eclodir
no cenário nacional. Ano passado, com a saída do vocalista
Silvério Pessoa, surgiram rumores sobre o fim da banda, mas tudo
não passou de boato.


Dominguinhos
Os
Três Pingüins. Esse era o nome do primeiro grupo de que fez
parte o sanfoneiro Dominguinhos que, nessa época, tocava com seus
irmãos. Aos 6 anos de idade, ganhou uma sanfona de Luiz Gonzaga,
que apostou no futuro de sucesso do menino.
Anos depois, de mudança para o Rio de Janeiro, Dominguinhos volta
a procurar Gonzaga, que se transformou numa espécie de "padrinho"
- o primeiro disco foi gravado em 1967. Hoje ele acumula mais de 30 discos,
trilhas sonoras para cinema e quatro prêmios Sharp.


Elba
Ramalho
Filha
ilustre da Paraíba, Elba Ramalho começou a se interessar
pela música ainda na adolescência, quando morava em Campina
Grande. Foi na faculdade, porém, que ela passou a integrar o grupo
As Brasas. A partir daí, o sucesso foi inevitável. Ela foi
convidada para ser crooner do Quinteto Violado, indo para o Rio de Janeiro.
Não demorou para que Elba se firmasse como um dos maiores nomes
da música brasileira, seja pela sua voz forte e vibrante ou pela
sua performance no palco. Ficou famosa como intérprete de grandes
sucessos, como Banho de Cheiro, De Volta pro Aconchego,
Bate Coração e Leão do Norte.


Jackson do Pandeiro
Sua
mãe era uma cantora de coco e zabumbeira de muito talento. Não
demorou para que o pequeno José Gomes Filho pegasse o gosto pela
música que, mais tarde, o tranformaria em Jackson do Pandeiro,
grande expoente do ritmo tipicamente nordestino. Seu primeiro instrumento
musical foi um pandeiro, o que justifica em parte o seu nome artístico.
O apelido Jack vem dos filmes de faroeste.
Aos 13 anos, ele passou a observar os cantadores e músicos nas
feiras públicas de Campina Grande (PB), onde morava com a família.
João Pessoa e Recife foram seus próximos endereços,
onde Jackson passou a tocar em cabarés e bares. Somente em 1953,
já com 35 anos, Jackson gravou seus primeiros sucessos: Sebastiana,
de Rosil Cavalcanti, e Forró em Limoeiro, rojão composto
por Edgar Ferreira. O paraibano deixou um grande e rico legado para a
música popular brasileira.


João
do Vale
Antes
de se tornar músico e compositor, João do Vale foi garimpeiro,
pedreiro, ajudante de caminhão, entre outras profissões.
O maranhense começou a produzir suas letras e canções
ainda na adolescência, durante o momento em que foi morar no Rio
de Janeiro, onde apresentou seu trabalho em diversos programas de rádio.
Vários cantores da época ficaram ávidos por gravar
as canções de sua autoria. O reconhecimento foi quase que
imediato. Em 1964, João do Vale participa do lendário show
Opinião, onde Maria Betânia interpreta Carcará,
escrita por ele em parceria com José Cândido.


Jorge
de Altinho
O
sucesso e o reconhecimento vieram primeiro como compositor. Fole de
Ouro, Forró Quentão e Petrolina Juazeiro
são algumas de suas canções que foram gravadas pelo
Trio Nordestino a partir de 1975. Só em 1980 o olindense Jorge
de Altinho decidiu encarar a carreira solo, cantando suas composições.
Sua fama se deve à inovação do forró, introduzindo
metais e guitarras no ritmo. Na tentativa de conseguir sucesso no sul
do País, passou a incluir outros gêneros musicais em seus
discos, gravando frevos, baiões, lambadas e até mesmo boleros.


Luiz
Gonzaga
E
a 13 de dezembro nasceu nosso rei.... A letra de Gilberto Gil para
uma música do próprio Gonzaga encerra-se repetindo a data
de nascimento de Luiz Gonzaga, natural de Exu, interior pernambucano.
Januário, seu pai, era lavrador e tocava sanfona nas horas vagas.
O menino Luiz ajudava o pai a consertar os instrumentos e, desde então,
foi despertando para a música.
Hoje cabe a Luiz Gonzaga o prestígio alcançado pelos ritmos
tradicionais nordestinos, em especial o baião, o forró,
o xaxado e o xote. Seu sucesso começou em programas de calouros
e de rádio no Rio de Janeiro, quando passou a ser conhecido e aplaudido.
Suas canções são executadas até hoje, numa
prova indiscutível da qualidade de sua obra.


Mestre
Ambrósio
Originário
do folguedo do Cavalo Marinho - manifestação folclórica
típica do interior pernambucano -, o nome da banda refere-se ao
mestre que apresenta ao público todas as personagens da história,
recheada de muita poesia, danças e, claro, músicas.
O que Mestro Ambrósio apresenta ao público é exatamente
o resgate da cultura popular, seus ritmos e instrumentos. Tanto, que os
integrantes da banda fizeram uma extensa pesquisa antes de apresentar
o trabalho, que mistura forró pé de serra, coco e outros
ritmos. Com sede na capital paulista, o grupo já tem três
discos no mercado: Mestre Ambrósio, Fuá na Casa
de Cabral e Terceiro Samba.


Nando
Cordel
Apesar
de sua fama como compositor ser maior do que como intérprete, Nando
Cordel já é uma voz tarimbada no cenário musical
pernambucano e nacional. Suas músicas foram gravadas por grandes
figuras da MPB, como Elba Ramalho. Chico Buarque, Zizi Possi, Fagner,
Maria Bethânia, Xuxa, Fábio Jr. e outros artistas também
enternizaram suas composições. Como cantor, Nando Cordel
já lançou mais de 25 discos.


Onildo
Almeida
Quando
estava no colegial, em Caruaru, Onildo Almeida já fazia músicas,
aos 13 anos. Coincidência ou não, o fato é que na
'terra do forró', o pequeno Onildo começou a revelar suas
tendências artísticas. Não demorou muito para que
ele participasse de diversos conjuntos vocais, como: Conjunto Cássia,
Cancioneiros Tropicais, Vocalistas Caetés. Sua profissionalização
como artista, no entanto, somente aconteceu quando ingressou na Rádio.
No seu currículo, Onildo Almeida guarda várias premiações
em festivais, como o 1º festival de música nordestina e o
Disco de Ouro, com divulgação em 43 países. Depois
de tanto sucesso, o compositor de Tá com raiva de mim, Se
casamento fosse bom, A Feira de Caruaru e Siu, siu, siu,
virou evangélico em 1991, passando a compor exclusivamente músicas
religiosas.


Silvério
Pessoa
Foi
no vilarejo Açudinho, em Carpina, que Silvério Pessoa começou
a se interessar pela música. O único contato do lugar com
a área urbana era um rádio de pilha, no qual ele passou
toda a infância escutando Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva, Luiz
Gonzaga. O gosto pelo ritmo nordestino aprimorou-se nas apresentações
de emboladores e repentistas na feira pública da cidade, onde vendia
laranjas com seu avô, e veio a desencadear-se anos mais tarde, no
Recife, com a mãe Ivete Pessoa, professora de acordeon.
O reconhecimento só veio em 1994, com a banda Cascabulho. Em 99,
ganhou o Prêmio Sharp, de melhor composição com a
música Quando sonhei que era santo. Lançou-se em
carreira solo no ano passado e, recentemente, vem curtindo o lançamento
do elogiadíssimo álbum Bate o Mancá, com shows
agendados durante todo o São João.


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