Rota do Forró           
  Arraial da TV Jornal 
  Estação Sanfona      
  Tradições                  
  Receitas                   
  Notícias                   
  Cuidados                  
  Rala Bucho              
  Opinião                    
  Trem do forró          


Gente da terra

Os responsáveis pela (boa) fama do forró, além do público que dança, são os músicos. Muitos deles trazem as canções desde a infância, outros o fazem por respeito e admiração aos velhos mestres. Novas ou antigas, são as músicas entoadas por nomes como esses aqui que fazem a poeira subir no arraial.


  AZULÃO   JORGE DE ALTINHO
  CASCABULHO   LUIZ GONZAGA
  DOMINGUINHOS   MESTRE AMBRÓSIO
  ELBA RAMALHO   NANDO CORDEL
  JACKSON DO PANDEIRO   ONILDO ALMEIDA
  JOÃO DO VALE   SILVÉRIO PESSOA

 

Azulão
O programa de calouros da Rádio Difusora de Caruaru foi o primeiro contato de Francisco Bezerra de Lima com a música. Nascido em Caruaru no ano de 1942, o cantor e compositor conhecido como Azulão iniciou sua carreira artística na antiga Rozemblitz, tendo passado por diversas gravadoras e conhecido, nesse período, vários estados brasileiros. Suas músicas foram gravadas por nomes como Genival Lacerda e Trio Nordestino.




Cascabulho
Fusão de ritmos e tradições. Assim pode-se definir o trabalho que a banda Cascabulho vem desenvolvendo desde o seu surgimento, em 1994. Misturando forró, coco e rock, os integrantes da banda natural do município de Carpina, Zona da Mata pernambucana, encontraram no músico e mestre Jackson do Pandeiro a inspiração que precisavam para fazer suas músicas.

Com caráter de denúncia, as letras abordam os problemas do homem do interior e da periferia da capital. O CD Fome que dá Dor de Cabeça foi o pontapé para Cascabulho eclodir no cenário nacional. Ano passado, com a saída do vocalista Silvério Pessoa, surgiram rumores sobre o fim da banda, mas tudo não passou de boato.

 

 


Dominguinhos
Os Três Pingüins. Esse era o nome do primeiro grupo de que fez parte o sanfoneiro Dominguinhos que, nessa época, tocava com seus irmãos. Aos 6 anos de idade, ganhou uma sanfona de Luiz Gonzaga, que apostou no futuro de sucesso do menino.

Anos depois, de mudança para o Rio de Janeiro, Dominguinhos volta a procurar Gonzaga, que se transformou numa espécie de "padrinho" - o primeiro disco foi gravado em 1967. Hoje ele acumula mais de 30 discos, trilhas sonoras para cinema e quatro prêmios Sharp.

 

 

Elba Ramalho
Filha ilustre da Paraíba, Elba Ramalho começou a se interessar pela música ainda na adolescência, quando morava em Campina Grande. Foi na faculdade, porém, que ela passou a integrar o grupo As Brasas. A partir daí, o sucesso foi inevitável. Ela foi convidada para ser crooner do Quinteto Violado, indo para o Rio de Janeiro.

Não demorou para que Elba se firmasse como um dos maiores nomes da música brasileira, seja pela sua voz forte e vibrante ou pela sua performance no palco. Ficou famosa como intérprete de grandes sucessos, como Banho de Cheiro, De Volta pro Aconchego, Bate Coração e Leão do Norte.

 



Jackson do Pandeiro

Sua mãe era uma cantora de coco e zabumbeira de muito talento. Não demorou para que o pequeno José Gomes Filho pegasse o gosto pela música que, mais tarde, o tranformaria em Jackson do Pandeiro, grande expoente do ritmo tipicamente nordestino. Seu primeiro instrumento musical foi um pandeiro, o que justifica em parte o seu nome artístico. O apelido Jack vem dos filmes de faroeste.

Aos 13 anos, ele passou a observar os cantadores e músicos nas feiras públicas de Campina Grande (PB), onde morava com a família. João Pessoa e Recife foram seus próximos endereços, onde Jackson passou a tocar em cabarés e bares. Somente em 1953, já com 35 anos, Jackson gravou seus primeiros sucessos: Sebastiana, de Rosil Cavalcanti, e Forró em Limoeiro, rojão composto por Edgar Ferreira. O paraibano deixou um grande e rico legado para a música popular brasileira.

 

 

João do Vale

Antes de se tornar músico e compositor, João do Vale foi garimpeiro, pedreiro, ajudante de caminhão, entre outras profissões. O maranhense começou a produzir suas letras e canções ainda na adolescência, durante o momento em que foi morar no Rio de Janeiro, onde apresentou seu trabalho em diversos programas de rádio.

Vários cantores da época ficaram ávidos por gravar as canções de sua autoria. O reconhecimento foi quase que imediato. Em 1964, João do Vale participa do lendário show Opinião, onde Maria Betânia interpreta Carcará, escrita por ele em parceria com José Cândido.

 

 

Jorge de Altinho
O sucesso e o reconhecimento vieram primeiro como compositor. Fole de Ouro, Forró Quentão e Petrolina Juazeiro são algumas de suas canções que foram gravadas pelo Trio Nordestino a partir de 1975. Só em 1980 o olindense Jorge de Altinho decidiu encarar a carreira solo, cantando suas composições.

Sua fama se deve à inovação do forró, introduzindo metais e guitarras no ritmo. Na tentativa de conseguir sucesso no sul do País, passou a incluir outros gêneros musicais em seus discos, gravando frevos, baiões, lambadas e até mesmo boleros.

 

 

Luiz Gonzaga
“E a 13 de dezembro nasceu nosso rei...”. A letra de Gilberto Gil para uma música do próprio Gonzaga encerra-se repetindo a data de nascimento de Luiz Gonzaga, natural de Exu, interior pernambucano. Januário, seu pai, era lavrador e tocava sanfona nas horas vagas. O menino Luiz ajudava o pai a consertar os instrumentos e, desde então, foi despertando para a música.

Hoje cabe a Luiz Gonzaga o prestígio alcançado pelos ritmos tradicionais nordestinos, em especial o baião, o forró, o xaxado e o xote. Seu sucesso começou em programas de calouros e de rádio no Rio de Janeiro, quando passou a ser conhecido e aplaudido. Suas canções são executadas até hoje, numa prova indiscutível da qualidade de sua obra.

 

 

Mestre Ambrósio
Originário do folguedo do Cavalo Marinho - manifestação folclórica típica do interior pernambucano -, o nome da banda refere-se ao mestre que apresenta ao público todas as personagens da história, recheada de muita poesia, danças e, claro, músicas.

O que Mestro Ambrósio apresenta ao público é exatamente o resgate da cultura popular, seus ritmos e instrumentos. Tanto, que os integrantes da banda fizeram uma extensa pesquisa antes de apresentar o trabalho, que mistura forró pé de serra, coco e outros ritmos. Com sede na capital paulista, o grupo já tem três discos no mercado: Mestre Ambrósio, Fuá na Casa de Cabral e Terceiro Samba.

 

 

Nando Cordel
Apesar de sua fama como compositor ser maior do que como intérprete, Nando Cordel já é uma voz tarimbada no cenário musical pernambucano e nacional. Suas músicas foram gravadas por grandes figuras da MPB, como Elba Ramalho. Chico Buarque, Zizi Possi, Fagner, Maria Bethânia, Xuxa, Fábio Jr. e outros artistas também enternizaram suas composições. Como cantor, Nando Cordel já lançou mais de 25 discos.

 

 

Onildo Almeida

Quando estava no colegial, em Caruaru, Onildo Almeida já fazia músicas, aos 13 anos. Coincidência ou não, o fato é que na 'terra do forró', o pequeno Onildo começou a revelar suas tendências artísticas. Não demorou muito para que ele participasse de diversos conjuntos vocais, como: Conjunto Cássia, Cancioneiros Tropicais, Vocalistas Caetés. Sua profissionalização como artista, no entanto, somente aconteceu quando ingressou na Rádio.

No seu currículo, Onildo Almeida guarda várias premiações em festivais, como o 1º festival de música nordestina e o Disco de Ouro, com divulgação em 43 países. Depois de tanto sucesso, o compositor de Tá com raiva de mim, Se casamento fosse bom, A Feira de Caruaru e Siu, siu, siu, virou evangélico em 1991, passando a compor exclusivamente músicas religiosas.

 

 

Silvério Pessoa
Foi no vilarejo Açudinho, em Carpina, que Silvério Pessoa começou a se interessar pela música. O único contato do lugar com a área urbana era um rádio de pilha, no qual ele passou toda a infância escutando Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva, Luiz Gonzaga. O gosto pelo ritmo nordestino aprimorou-se nas apresentações de emboladores e repentistas na feira pública da cidade, onde vendia laranjas com seu avô, e veio a desencadear-se anos mais tarde, no Recife, com a mãe Ivete Pessoa, professora de acordeon.

O reconhecimento só veio em 1994, com a banda Cascabulho. Em 99, ganhou o Prêmio Sharp, de melhor composição com a música Quando sonhei que era santo. Lançou-se em carreira solo no ano passado e, recentemente, vem curtindo o lançamento do elogiadíssimo álbum Bate o Mancá, com shows agendados durante todo o São João.

 



voltar