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O Carnaval tem origem nas mais antigas celebrações da humanidade. Desde os tempos antes de Cristo que homens, mulheres e crianças saíam às ruas com rostos mascarados e corpos pintados no verão para espantar os demônios da má colheita. É no Egito onde a história registra as mais antigas comemorações em homenagem à deusa Isis e ao Touro Ápis. Na Grécia os habitantes costumavam festejar com muita animação a volta da primavera que simbolizava o Renascer da Natureza com as festas Lupercais e Saturnais. Contudo, denominou-se carnaval as festas, os divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas. Na Europa os carnavais mais conhecidos são os de Veneza, Paris, Florença e Nice.

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CARNAVAL NO BRASIL

No Brasil o carnaval originou-se no início da colonização, com o chamado Entrudo, por influências dos portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde que trouxeram o hábito cultural com brincadeiras de correrias, mela-mela de farinha, água com limão. A palavra "entrudo" vem do latim "Introitus" (introdução). As famílias conhecidas costumavam se reunir nas casas para "brincar o entrudo". Mesmo sendo uma brincadeira composta de ações que lembravam uma espécie de batalha, jogando limões de cheiro, água suja atiradas pela janela, havia um tom festivo que ficava por conta da população negra que ocupava as ruas com músicas e danças em grande passeata, agitando chocalhos, tocando marimbas e tambores.

O entrudo tornou-se alvo de proibições oficiais devido ao espírito perturbador da ordem pública, no período colonial, e aos poucos, foi cedendo lugar ao carnaval, no final do século XIX.

Nos festejos do entrudo, a casa era o espaço privilegiado dos jogos. No carnaval, a rua passou a ser sede dos festejos, restringindo-se, aos bailes carnavalescos. As brincadeiras com limões e águas sujas foram substituídas pelas bisnagas com águas aromatizadas e logo depois, em 1877, surgirem o confete e o jetone (confeitos em papéis coloridos), em 1895, as línguas-de-sogra foram introduzidas no carnaval do Brasil. As serpentinas chegaram em 1892. Da Alemanha, vieram os narizes, barbas postiças, bigodes e óculos de celulóides coloridos em 1901. No Brasil o carnaval é comemorado tradicionalmente no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarenta dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa.

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CARNAVAL NO RECIFE

O carnaval do Recife originou-se, segundo as tradições, em meados do século XVII, quando existiam as Companhias de Carregadores de Açúcar e as Companhias de Carregadores de Mercadorias. Elas se reuniam para estabelecer acordos e realizar as comemorações das Festas de Reis. A massa de trabalhadores, que era formada em sua maioria por negros, livres ou escravos, suspendiam suas tarefas a partir do dia anterior à festa de Reis. O grupo saía as ruas improvisando cantigas em ritmo de marcha e soltando foguetes, os integrantes carregavam caixões de madeira e sobre ele uma pessoa conduzindo uma bandeira. As primeiras agremiações carnavalescas surgiram logo após a abolição da escravatura, em 1888. As festas de Reis magos serviu de inspiração para a animação do carnaval recifense. Mas foi no século XX que apareceram as diversas sociedades carnavalesca e recreativas, entre elas o Clube Internacional, A Tuna Poruguesa, hoje o Clube Português e a Charanga do Recife. Nesta época, não existia a energia eletrica, a iluminação da cidade era feita com lampiões queimando gás carbônico. Os transportes em dias de carnaval eram sempre lotados. Os trens chamados Maxambombas, traziam foliões da Varzea, Dois Irmãos, Arraial, Beberibe e Olinda. Os bondes puxados por burros vinham de Afogados, Madalena e Encruzilhada. Os clubes que se apresentam entre 1904 e 1912 foram: Cavalheiros de Satanás, Caras Duras e U.P.M.