ALCEU
VALENÇA
Nasceu em 1946, em São Bento do Una,
agreste pernambucano. Estudou direito, mas sua
vocação sempre foi a música. Gravou seu
primeiro disco, junto com Geraldo Azevedo, em
1972. Revelou-se nacional em 1975, no Festival
Abertura, da TV Globo, com uma música que funde
raízes nordestinas com rock. Carnavalesco, mora
no foco da folia, em Olinda e costuma animar os
foliões cantando da sacada de sua casa.

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ALCIDES LEÃO
Nascido em 19/02/1916, em Campina Grande
(PB), adotou o Recife, cidade pela qual se
apaixonou e que denominava a "sua cidade
maravilhosa", foi trompetista, maestro e
arranjador, atuando no Bando Acadêmico. Foi
pelos frevos-de-rua que se tornou conhecido dos
pernambucanos. Várias vezes campeão de
concursos de músicas carnavalescas, pelo estilo
puro e genuinamente pernambucano que dominava
seus frevos. Da sua obra frevística destacam-se:
Mordido (1975), Tiririca (1964), Parada dura
(1959), Dose pra Leão (1974) e Envenenado
(1962). Falecido em julho de 1973.
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ANTONIO MARIA ARAÚJO DE MORAES
Nasceu no Recife em 1921 e
morreu em 1964. Foi cronista, poeta, letrista e
iniciou sua vida artística na Rádio Clube de
Pernambuco. Foi parceiro dentre muitos de
Vinícius de Moraes e Luís Bonfá. Autor de
vários sucessos da música popular: Ninguém me
ama; O amor e a rosa; Manhã de carnaval; Frevos
n° 1, 2 e 3 do Recife, etc.
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BADIA
Maria de Lourdes Silva, nasceu em 1915 e
morreu em 1991, neta de africanos, nasceu na Rua
Augusta, no bairro de São José e mudou-se ainda
criança para a casa do Pátio do Terço, de onde
fez seu quartel general das folias carnavalescas,
e da sua religiosidade. Em sua casa foi fundada a
agremiação Clube Carnavalesco as Coroas de São
José, em 1977, que sai na quinta-feira da semana
pré-carnavalesca, continuando a tradição. Foi
homenageada por inúmeras agremiações:
Vassourinhas/1986; Lenhadores/1990; Bloco
Saberé/1986, entre outros.
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CAPIBA
Nascido em 28.10.1904, em Surubim,
Estado de Pernambuco, Lourenço da Fonseca
Barbosa, o Capiba, tem o mesmo apelido do seu
avô materno. Em 1912, já fazia parte da Banda
"Lira da Borborema", regida por seu pai
Severino Athanásio. Em 1921, organizou a sua
primeira Orquestra, a "Jazz Band
Campinense". Uma das suas primeiras
composições foi a valsa Meu Destino. Em 1918
compôs a Suíte Nordestina para Piano. Era o
grande autor pernambucano de canções
carnavalescas, denominadas frevos-canção, tendo
composto centenas deles, conhecidos e mais
frevos-de-bloco, maracatus, frevos de rua,
sambas, chorinhos e outras. O seu grande
intérprete é -sem dúvida- o cantor Claudionor
Germano. Seus frevos mais conhecidos são: É de
amargar (1934), Manda embora essa tristeza
(1936), Casinha pequenina (1939), Morena da cor
de canela (1948), É frevo, meu bem (1951), A
pisada é essa (1953), Madeira que cupim não
rói (1963), e mais: Oh Bela, Juventude dourada,
Só pensa naquilo, etc.

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CARLOS FERNANDO
Natural de Caruaru, Agreste do Estado,
teve seu primeiro sucesso em "Aquela
Rosa", vencedora do Festival de Música
Nordestina, em 1969. Criador da série de discos
"Asas da América", que reuniu os
principais nomes da música brasileira gravando
novas e antigas canções do carnaval de
Pernambuco. Faz parte, com Alceu Valença, J.
Michilles e Geraldo Azevedo, de um grupo de
músicos tidos como responsáveis pela
revitalização do frevo-canção.

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CLAUDIONOR GERMANO
O principal intérprete do nosso
carnaval, começou como cantor de música
romântica. Em 1960, gravou os pot-pourris de
Capiba e Nelson Ferreira, que ficaram na
história da música pernambucana e ligou para
sempre o seu nome ao frevo. É também o cantor
que leva a Frevioca, um bonde adaptado com uma
orquestra de frevo, pelas ruas do Recife. Seu
filho Nonô seguiu-lhe os passos e já é sucesso
no carnaval de Pernambuco.

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DONA SANTA
Maria Júlia do Nascimento,
nasceu a 05/03/1877, no Pátio da Santa Cruz, na
Boa Vista. Iniciou-se como Rainha do Maracatu da
Nação Leão Coroado, onde casou-se com João
Vitorino. Quando seu marido foi escolhido como
Rei da Nação Elefante, ela abdicou de seu
trono, para segui-lo. Foi coroada somente, em
27/02/1947. Filha e neta de Africanos, Dona Santa
tinha em seu sangue o ritmo do
"baque-virado", da zabumba e do
gonguê.
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GETÚLIO CAVALCANTI
Nascido em pleno carnaval, no
10 de fevereiro de 1942, em Camutanga -
Pernambuco, começou na música aos 8 anos de
idade, tocando sax-soprano na Banda Musical da
Sociedade Beneficente Monsenhor Uchôa, na sua
terra natal. Em 1962, contratado como cantor de
gêneros românticos, pela Rádio Clube de
Pernambuco, Getúlio Cavalvante conheceu o
Maestro Nelson Ferreira, gravando na Rozenblit o
seu primeiro frevo-canção "Você gostou de
mim". A partir daí, gravou grandes sucessos
no gênero frevo-de-bloco, tais como: O bom
Sebastião, Cantigas de Roda, Último regresso e
outros. Passou a compor para vários blocos
carnavalescos do Recife como Banhistas do Pina,
Bloco das Ilusões, Eu quero mais, Aurora de
Amor, Bloco do Amor e o famoso Bloco da Saudade.
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IRMÃOS VALENÇA
João Vitor do Rego Valença e
Raul do Rego Valença, nascidos a 1890 e 1894,
respectivamente. A família Valença cultivava a
tradição de fazer representações de Presépio
de Natal. Irmãos Valença, como ficaram
conhecidos, publicaram cerca de trinta obras,
além de outras inéditas. Em 1930, compuseram
sua primeira música de carnaval, a marcha
Mulata, na qual dois anos depois, Lamartine Babo,
introduziu algumas modificações, principalmente
na letra, transformando-a em Teu cabelo não
nega. Foram três vezes campeões do carnaval do
Recife, com o maracatu Ô, já vou; as marchas
Nós Dois e Foi Você. Outras composições: Um
sonho que durou três dias, Pisa baiana,
Cocorocó, tendo feito marchas e frevos para os
clubes Lenhadores e Vassourinhas.
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J.MICHILLES
Começou a carreira de
compositor desde cedo, vencendo um concurso
"Uma canção para o Recife". Hoje é
responsável por alguns dos maiores sucessos do
carnaval pernambucano, muitos deles gravados por
Alceu Valença.
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JOÃO SANTIAGO DOS REIS
Nasceu no Recife em 1928 e
morreu em 1985. Compositor e pesquisador do
carnaval pernambucano, foi fundador da Secção
de Pernambuco da Ordem dos Músico do Brasil e da
Comissão Pernambucana de Folclore. Compositor de
mais de 50 marchas de blocos e frevos, participou
de diversas agremiações carnavalescas entre as
quais Batutas de São José, Inocentes do
Rosarinho e Flor de Lira.
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JOSÉ MENEZES
Nascido em Nazaré da Mata, aos 12 de
abril de 1923, o Maestro veio para o Recife em
1943, iniciando sua carreira musical como
saxofonista e clarinetista da Jazz Band
Academica. Em 1949 integrava o cast da Rádio
Clube de Pernambuco. Formou sua própria
orquestra em 1961, tendo dominado por 31 anos os
carnavais dos nossos clubes, principalmente o
Português e o Internacional. Em várias
ocasiões levou a música brasileira ao exterior.
Seus maiores sucessos são os frevos Freio a
óleo (1950), Boneca (1953), Terceiro dia (1960),
Tá faltando alguém (1961). O mais recente é o
frevo Bico doce, campeão do VIII Recifrevo, em
1996.
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LEVINO FERREIRA
Nascido em Bom Jardim - PE em 2
de dezembro de 1890, Levino Ferreira começou
muito cedo na arte da música, tocando trompa na
banda do maestro Tadeu Ferreira. Aos 22 anos,
começou sua carreira de regente. Aos 45, veio
para o Recife, tendo participado da Orquestra da
Rádio Clube de Pernambuco e da Orquestra
Sinfônica do Recife (OSR), onde foi fagotista
sob a regência do maestro Vicente Fittipaldi.
Faleceu no Recife, em 9 de janeiro de 1970,
deixando uma extensa obra da qual constam frevos,
maracatus, peças folclóricas e religiosas.
Dentre os seus grandes frevos-de-rua
estão:Último dia, Diabinho de saia, Lá vai
tempo e Lágrimas de folião.
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MAESTRO DUDA
Arranjador, instrumentista e
regente, nasceu em Goiana-PE, onde começou, aos
oito anos, na Banda Saboeira. Compôs sua
primeira música o frevo
"Furacão"- aos 12 anos. Aos quinze,
já atuava, no Recife, na Jazz Band Academic e na
Orquestra Paraguari da Rádio Jornal do
Comércio. Depois de alguns anos de trabalho
intenso como arranjador, instrumentista e
compositor no sul do Brasil, voltou ao Recife
onde integra a Orquestra Sinfônica e atua como
Professor-Arranjador do Conservatório
Pernambucano de Música.
O Maestro é, ainda,
Regente-Arranjador e instrumentista da Orquestra
Paraibana de Música Popular. Seus mais recentes
sucessos são os frevos-de-rua Estação do
Frevo, Cidadão Frevo e Marcela, sem falar na sua
já famosa peça sinfônica Fantasia
Carnavalesca, gravada pela Orquestra Sinfônica
do Recife e Coral Ernani Braga.
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NELSON FERREIRA
Nelson Heráclito Alves Ferreira nasceu
em Bonito, Pernambuco aos 9 de dezembro de 1902,
tendo falecido no Recife, em 21 de dezembro de
1976. Filho de uma família que cultuava a arte
musical, tornou-se, ainda menino, exímio
pianista, tocando desde os 15 anos na Orquestra
do Cine Royal, na Rua Nova. Em 1916, compôs sua
primeira música, a valsa Vitória. Sua primeira
valsa de sucesso, Milusinha, foi composta por
volta de 1920, quando atuou como pianista da
orquestra do Maestro Zuzinha, no Cine Moderno, a
quem substituiu pouco depois, tornando-se, assim,
o mais conhecido e admirado regente do Recife, de
todas as épocas. Acompanhando a evolução dos
ritmos e modismos musicais, compôs frevos de
rua, frevos de bloco e frevos-canção, que até
hoje encantam suas legiões de admiradores. Entre
os mais famosos frevos de rua de Nelson Ferreira
estão a trilogia Gostosinho, Gostosão e
Gostosura, Come e Dorme, Isquenta Muié, Frevo no
bairro de São José e Casá, casá (hino do
Sport Clube do Recife). Os seus frevos de bloco
mais importantes são os da série das
"Evocações" (sete) e O bloco da
vitória. Dos frevos-canção, suas primeiras
marchas-carnavalescas: Borboleta não é ave,
Não puxa Maroca , Dedé e Veneza Americana (com
Ziul Matos).

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