Esse serviço deixa você a par
das praias mais conhecidas do
litoral sul. Saiba o que lhe
espera, como chegar e onde ficar
nos locais escolhidos.
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Porto de Galinhas
Não se
pode pensar em praia sem
programar uma visita a Porto de
Galinhas. Melhor ainda quando dá
para unir o agito desse point à
possibilidade de conhecer novos
destinos (como Gamboa e Muro
Alto). Porto sempre oferece
atrações para o verão. A Rua
da Esperança tem agora um
pequeno pólo gastronômico. O
Sushi Bar serve toda a parte fria
da culinária japonesa, a casa de
massas La Campannina prima por
pizzas do tipo napolitana e a
Sanduicheria aposta nos
sanduíches naturais.
Além
deles, outro bar movimenta Porto.
É o Mangatu, com música ao
vivo, todos os dias. Fora essa
agitação, Porto também é o
lugar ideal para fazer um
programa alternativo e
inesquecível, com contato direto
com a natureza. Uma das
sugestões é o passeio que
começa às margens do Rio
Merepe, onde os moradores da
localidade alugam jangadas, que
chegam a levar até sete
tripulantes, para seguir a
"trilha do mangue".
Ao
passar por baixo de um túnel
formado pelas raízes da
vegetação de mangue, é hora de
desligar o motor da jangada e
ouvir as explicações de gente
que conhece profundamente o
assunto e que para ilustrar suas
histórias, põe literalmente a
mão na massa e tira de dentro da
lama os pequenos moluscos. Outro
ponto alto do passeio é o
encontro dos rios Ipojuca e
Mercês, que junto com Merepe
encontram-se com o mar.
Ponta da Gamboa Uma das
regiões mais cruas e peculiares
do litoral sul de Pernambuco
chama-se Praia da Gamboa e fica a
aproximadamente 10 minutos (de
carro) de Porto de Galinhas. Ao
contrário dessa última, que é
muito popular, Gamboa é
desconhecida até mesmo para
moradores da área. Completamente
deserta, ela apresenta uma
paisagem simples e marcante, com
uma estreita faixa de areia,
tendo o mar de um lado e um
manguezal do outro, terminando no
encontro das águas salgadas com
as do rio Merepe.
Muro Alto
Para chegar lá é preciso ir de
buggy até um determinado ponto e
depois continuar a pé. Muro Alto
tem cerca de quatro quilômetros
e ganhou esse nome por conta dos
bancos de areia existentes ao
longo de toda a praia. A areia é
branca, fina e abundante e o mar,
calmo, por conta dos arrecifes.
Na praia há uma única barraca
onde são vendidos petiscos e
bebidas, num ponto onde também
pode-se alugar jet-skis e buggys.
Muro Alto
é cultuada por quem gosta de
acampar (principalmente na lua
cheia) e por aqueles que
divertem-se desbravando o litoral
e deparando-se com um visual
diferente a cada parada. Como
não há ainda onde se hospedar
por lá, os turistas vêm de
Porto de Galinhas. Para completar
o roteiro de contrastes, basta
reservar o final da tarde para
subir até a Igreja do Outeiro,
no caminho para Serrambi, e
curtir um pôr-do-sol daqueles de
tirar o fôlego. Pode-se combinar
um passeio até lá com o mesmo
bugueiro que levar você até
Muro Alto e Gamboa. Feche um
pacote só e barganhe,
conseguindo um preço mais em
conta.
Maracaípe
A Baía de Maracaípe é uma das
mais bonitas praias do litoral
sul pernambucano e oferece ao
visitante momentos
inesquecíveis. Um deles pode ser
vivido nas piscinas naturais que
se formam nos arrecifes cada vez
que a maré fica baixa no Pontal
de Maracaípe. São mais de 50
opções que a natureza oferece,
mas sem dúvida, o Poço da Rede
é a mais bela.
Maior
de todas as piscinas, o local
também se destaca pelo piso
coberto por mariscos triturados
pelo próprio mar. Quem se
dispuser a chegar às piscinas
conta com uma
"mãozinha" da
natureza. As grandes passarelas
de corais que facilitam o acesso
ao local. Mas deve-se ter cuidado
e não esquecer de levar o velho
par de tênis para driblar os
ouriços que estão sempre
encravados entre as pedras. Ainda
é preciso ficar atento ao
horário para sair das piscinas
naturais, porque a maré pode
voltar a subir a qualquer
instante.
São José
da Coroa Grande
São José,
que fica a 123 quiolômetros do
Recife, já faz parte do roteiro
de muitos veranistas. Ele é o
último município do litoral sul
e faz divisa com Alagoas. Todos
os anos a praia é invadida por
milhares de pessoas. Com opções
confortáveis de hospedagem, ela
oferece praia urbanizada, com
hotéis, casas de veraneio e
beira mar agradáveis. Com um
clima quente e úmido, a área é
considerada uma das melhores da
costa nordestina para a prática
da caça submarina. São José da
Coroa Grande tem uma área de 70
quilômetros quadrados e uma
população que vive basicamente
da agricultura e do comércio.
Gravatá
Esta não
é uma praia que se encaixe nos
moldes tradicionais, de água
azul e areia fofa. Pelo
contrário, é uma região
insólita, totalmente silenciosa,
freqüentada por pescadores, com
uma extensa faixa de praia e uma
mar absolutamente tranqüilo.
Para ir aré lá pega-se a mesma
estrada de barro que leva a
Várzea doUna, seguindo uma
pontezinha que corta o mangue.
Nesse ponto é preciso deixar o
carro, atravessar a ponte a pé e
andar uns cinco minutos até a
praia.
Várzea do Una
Vilarejo que fica a uns30 minutos
antes de São José da Coroa
Grande. Depois de entrar na pista
lateral, a partir da PE 60, são
vários quilômetros de estrada
de barro. Quando finalmente se
chega no povoado é preciso pegar
uma canoa, atravessar o rio,
descer na Praia de Várzea do Una
e andar mais 40 minutos até a
Praia do Porto, por uma pista que
parte da PE-60, mas o caminho
não é um dos mais seguros e
agradáveis. A dica é em vez de
pegar a canoa do vilarejo só
até a praia de Várzea do Una e
depois caminhar, seguir pelo Rio
Una direto para a Praia do Porto,
numa travessia de,
aproximadamente, 40 minutos. Vale
a pena. Os turistas seguem na
canoa, passando pelo meio do
mangue, numa região adorável.
Dá, inclusive, para parar,
conhecer a praia de Várzea e,
depois, continuar a travessia.
Praia do Porto
Seja qual for o caminho
escolhido, ao chegar na Praia do
Porto o visitante se depara com
uma região única, extensa, com
vários quilômetros de praia
completamente deserta, areia fina
e clara, um mar gostoso, com
ondas fracas. Para completar,
enormes rochas, com formatos
diversos e ondulações na
superfície. Andando na direção
sul, encontra-se uma ilha toda de
pedras, com um coqueiro
despretensiosamente fincado bem
no meio delas. Não é difícil
imaginar que, quem já descobriu
o paraíso, descola uma barraca e
acampa na região.
Praia
do Paiva
Seguindo o mapa, a
primeira praia do litoral sul é
a do Paiva. A maioria das pessoas
ouviu nem falar, o que é um
grande desperdício para elas e
um presente para quem já teve o
prazer de ir lá e encontrar a
praia ainda deserta. Em parte,
muita gente pode não conhecer o
Paiva pelo seu acesso, que é
feito somente pela praia, já que
na parte de cima funciona uma
espécie de condomínio
fechado.Existem poucas casas e o
melhor de tudo é que não se vê
muitos veranistas. Um ou outro
aproveita para pescar camarões e
curtir os cinco quilômetros de
areia fofa com um grande
coqueiral ao fundo e um mar bem
azul à frente.
Itapuama - Como
não é permitido acampar, nem
há hotéis e pousadas no local,
o ideal é ir para Itapuama, que
fica bem próxima e tirar um dia
para conhecer o lugar. Itapuama
não é lá muito bonita, mas
oferece uma certa estrutura, com
mercadinhos e pousadas.
Hospedando-se em uma delas, o
visitante pode visitar, também,
outra praia que não costuma
ocupar as páginas dos jornais e
revistas especializados em
turismo, mas tem seus encantos:
Pedra do Xaréu.
Pedra do Xaréu - Ela é
assim chamada por conta do peixe
xaréu, encontrado em abundância
no local. A praia fica do lado de
Itapuama, no sentido sul, e
possui bares improvisados na
beira mar, com muita gente nos
finais de semana. Xaréu
geralmente fica lotada nos
sábados e principalmente nos
domingos.
Se
o turista fugir desses dias, vai
encontrar poucas pessoas e se
deparar com um visual diferente,
que tem como característica
principal blocos de rochas
vulcânicas que entram pelo mar.
Na maré baixa, eles formam
piscinas naturais e fazem a
alegria dos visitantes , que
levam de lembrança pequenas
pedrinhas escuras, encontradas na
praia.
Paraíso
O que
esperar de um lugar que se chama
Paraíso? A natureza tem belas
versões para essa palavra e uma
delas traduz-se num pedacinho de
praia de apenas 30 metros, a
cerca de 35 quilômetros do
Recife. Localizada numa reserva
de Mata Atlântica, a praia de
Paraíso é um capricho, um
grande morro de pedras
entrecortado por duas minúsculas
baías. O visual sugere uma
região inexplorada, mas como nem
tudo é perfeito, à medida em
que vai se olhando pra cima, vão
surgindo bares na beirinha do
paredão que cerca a praia. Quem
preferir esticar a conversa com
os amigos, a dica é o bar
flutuante que pertence a única
pousada do local (chamada de
Paraíso).
Gaibu - Reduto
de veranistas, com pequenos
hotéis, mercados, padarias,
sorveterias, bares e
restaurantes, Gaibu merece uma
visita. Diferente de Paraíso,
lá, o programa tem uma linha
mais urbana, com muita gente na
praia e aqueles velhos conhecidos
de quem freqüenta Boa Viagem e
Piedade: uma boa cerveja
acompanhada de caranguejo.O mar
é calmo, com uma grande faixa de
areia e águas atraentes. À
noite, os bares com música ao
vivo são muito movimentados ou
mesmo o Gaibu Praia Show, que
sempre tem apresentação de
cantores e bandas famosas.
Suape - É uma
vila de pescadores, com uma faixa
de praia mais extensa, na barra
do rio Massangana. De lá partem
barcos para as ilhas de Cocaia,
Tatuoca e das Cobras. Mas apesar
de Suape contar com o cinco
estrelas Caesar Park Cabo Santo
Agostinho, Calheitas ainda é a
vedete entre as três. Ao
contrário de Paraíso, que ainda
guarda um certo mistério e
conquista os turistas exatamente
por conta disso, Calhetas já
entrou no circuito da
badalação.
Calhetas - Lá
existem dois grandes bares e o
lugar vira uma festa durante o
dia. Por seu uma baía, com
várias e grandes pedras,
Calhetas não comporta essa
invasão de gente. O local é de
um primitivismo intenso, um
recanto escondido entre dois
grandes blocos de terra, que
captura o olhar do visitante logo
na chegada, com uma das vistas
mais fascinantes do litoral
pernambucano. A comida é que tem
um preço salgado, come-se bem,
mas paga-se R$ 25,00 por um prato
de camarão.
Guadalupe
Com
vegetação exuberante e
imponentes falésias, Guadalupe
é uma das parais do litoral sul
que mantém-se mais resguardada.
Ela é a mais deserta do litoral
sul. Praticamente não há
moradores e os turistas são
ainda escassos. Localizada depois
de Barra de Serinhaém, a cerca
de 100 quilômetros do Recife,
ela exige disposição dos
turistas interessados em
conhecê-la.
Uma
porteira marca a fronteira entre
suas terras e as de Ver o Mar,
praia vizinha, e impede o acesso
aos visitantes. O jeito é descer
pela areia e ir andando pela
beira-mar. As ondas são fracas,
o que garantem um bom mergulho, e
o colorido é tropical, com mar
azul e vários coqueiros.
Deserta, permite passeios
tranqüilos, para quem está
querendo relaxar.O cenário
encantador oferece ainda piscinas
naturais de águas cristalinas,
coqueirais virgens e florestas de
mata atlântica e manguezais.
A Ver o Mar - Partindo
do Recife, pode-se ir e voltar
num dia, mas quem preferir passar
o final de semana pode se
hospedar em A Ver o Mar, que fica
entre Guadalupe e Barra de
Sirinhaém. É uma praia de
veraneio, com uma parte alta,
formando encostas na beira-mar,
terminando em blocos de pedra. Na
fronteira com Guadalupe, há
poucas casas e algumas pessoas
aproveitam para acampar no
coqueiral. É de onde se tem a
vista mais bonita, com uma
imensidão de mar azul.
Barra de Sirinhaém - Seguindo
na direção norte, encontra-se
uma parte mais baixa, onde as
casas estão quase no mesmo
nível do mar, há barzinhos na
praia e algumas pousadas e
restaurantes. A água é calma e
apresenta uma tonalidade
atraente, ao contrário do que se
vê em Barra de Sirinhaém, onde
a proximidade do rio de mesmo
nome faz com que o mar tenha cor
escura. A praia serve apenas como
ponto de apoio, com farmácias,
padaria e mercearia.