RITMOS

BAIÃO

Luiz Gonzaga é o grande responsável pela popularização do ritmo no Brasil. Apoiado por compositores como Humberto Teixeira, Zé Dantas e José Marcolino, transformou as canções tocadas inicialmente no Nordeste, incorporando ao ritmo as influências urbanas que sofria. Movimentos improvisados dos pares, sapateado, "umbigadas" e palmas são parte da dança que acompanha o baião. A sanfona marca o ritmo, seguida pela zabumba e o triângulo. No final da década de 50, o baião começou a entrar em crise, mas os anos 60 foram decisivos para sua reabilitação. Gilberto Gil, Caetano Veloso e Geraldo Vandré declararam-se influenciados pelo ritmo e pela obra de Gonzaga, bem como outros cantores que surgiram depois, como Fagner e Raul Seixas.

|Vamos Xamegar - Trio Nordestino|


COCO

Textos irônicos, alguns com conteúdo erótico, mas sem deixar a rima cair nunca. Essa é a idéia do coco, uma dança cuja origem em solo brasileiro é controversa. Não se sabe se ela partiu dos negros ou se é fruto de uma mistura entre a cultura africana e a indígena. Presente nas tradições das regiões Norte e Nordeste, o coco existe em diversas variações, entre elas coco-de-roda, coco-de-praia e coco-de-furar. Manifestações de coco acontecem durante o ano todo, independentemente do ciclo junino: uma voz puxa os versos, que são respondidos pelo coro. Ganzá e pandeiro acompanham a marcação das palmas. O trabalho de Jackson do Pandeiro torna-se, mais uma vez, propulsor do ritmo para as outras regiões do Brasil. Cantores populares como Bezerra da Silva, Genival Lacerda e Gilberto Gil utilizam o coco em suas canções. O ritmo foi redescoberto por bandas contemporâneas, como Chico Science e Nação Zumbi e Cascabulho, que se encarregaram de mostrá-lo à juventude.

|Sebastiana - Jackson do Pandeiro|
  |Chuchu Beleza - Jackson do Pandeiro|
|Cantiga do Sapo - Jackson do Pandeiro|



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FORRÓ

No começo era uma festa, animada por vários tipos de música nordestina, do baião ao coco, da quadrilha ao xaxado. Seus nomes eram variados: forrobodó, arrasta-pé, bate-chinela ou fobó. Hoje o forró virou ritmo e muito de sua fama se deve ao compositor paraibano Jackson do Pandeiro, que disseminou a música nas regiões sudeste e sul do País. O estouro aconteceu no início dos anos 50, quando ele entoava os versos de Forró em Limoeiro, canção de Edgar Ferreira. Antes disso, Luiz Gonzaga já começava sua carreira e sua contribuição foi de fundamental importância para o sucesso do ritmo em outros lugares do Brasil. A sanfona de oito baixos, também chamada "pé-de-bode", é o principal instrumento do forró, acompanhado originalmente por pandeiro, zabumba e triângulo. A dança exige, invariavelmente, um par - de preferência, bem azeitado.

|Fuá na Casa de Cabral - Mestre Ambrósio|
  |Forró em Surubim - Jackson do Pandeiro|
|Peba na Pimenta - Marinês e sua Gente|



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