COMPOSITORES

Jackson do Pandeiro

Pegou o gosto pela música acompanhando as apresentações de sua mãe, cantora de coco e hábil zabumbeira que, sem condições para comprar uma sanfona, presenteou o filho com um pandeiro. A família de Jackson mudou-se para Campina Grande (PB) e o menino, então com 13 anos, passou a prestar atenção nos cantadores e músicos que se apresentavam nas feiras. Seu apelido - Jack - nasceu nessa época, por conta dos filmes de faroeste que assistia no cinema. Na década de 40, passou a morar em João Pessoa e, depois, no Recife, gravando seus primeiros sucessos em 1953. Três anos mais tarde, já casado com Almira, mudou-se para o Rio de Janeiro, como contratado da Rádio Nacional. Grupos e cantores assumem a influência de Jackson em suas obras, ressaltando a importância do trabalho do paraibano dentro da cultura musical do Brasil.

|Cabeça Feita|
  |Casaca de couro|
|Se tem mulher, tô lá|



Azulão


O programa de calouros da Rádio Difusora de Caruaru foi o primeiro contato de Francisco Bezerra de Lima com a música. Nascido em Caruaru no ano de 1942, o cantor e compositor conhecido como Azulão iniciou sua carreira artísitica na antiga Rozemblitz, tendo passado por diversas gravadoras e conhecido, nesse período, vários estados brasileiros. Suas músicas foram gravadas por nomes como Genival Lacerda e Trio Nordestino.

|Afogando a minha dor|
  |Caruaru do passado|
|Não sou culpado|

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Cascabulho

Baseando seu trabalho na obra de Jackson do Pandeiro, o Cascabulho mistura ritmos e tradições, juntando forró, coco e rock. As letras da banda abordam problemas vividos pelo homem do interior e pela população que habita a periferia da capital - tudo isso retratando, muitas vezes, dificuldades semelhantes. Com participação registrada no Free Jazz Festival, a banda lançou, em 1998, o disco "Fome dá dor de cabeça". Hoje o futuro da banda é incerto: o vocalista Silvério Pessoa anunciou, recentemente, sua saída do grupo e ainda não se sabe se os outros integrantes vão assumir a banda daqui para a frente.

|Vovó Alaíde|
  |17 na Corrente|
|Balanço de Maria|

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Dominguinhos


Os Três Pingüins. Esse era o nome do primeiro grupo de que fez parte o sanfoneiro Dominguinhos que, nessa época, tocava com seus irmãos. Aos 6 anos de idade, ganhou uma sanfona de Luiz Gonzaga, que apostou no futuro de sucesso do menino. Anos depois, de mudança para o Rio de Janeiro, Dominguinhos volta a procurar Gonzaga, que se transformou numa espécie de "padrinho" - o primeiro disco foi gravado em 1967. O talento do músico foi logo reconhecido e Dominguinhos já gravou com diversas personalidades do meio musical brasileiro, com destaque para Gilberto Gil, Chico Buarque e Elba Ramalho. Hoje ele acumula mais de 30 discos, trilhas sonoras para cinema e quatro prêmios Sharp.


|Numa sala de reboco|
  |Nem se despediu de mim|
|De Teresina a São Luís|

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João do Vale

Garimpeiro, pedreiro, ajudante de caminhão... O compositor maranhense João do Vale conheceu todas essas profissões antes de se tornar músico de fato. Produzindo letras e canções desde a adolescência, foi morar no Rio de Janeiro, onde apresentou seu trabalho em diversos programas de rádio. O reconhecimento veio com a procura, por vários cantores da época, por canções de sua autoria. Em 1964, participou do lendário show Opinião, onde Maria Betânia interpretou "Carcará", escrita por Vale em parceria com José Cândido.

|O Canto da Ema - por Zé Ramalho|
  |Na Asa do Vento - por Fagner|

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Luiz Gonzaga

“E a 13 de dezembro nasceu nosso rei...”. A letra de Gilberto Gil para uma música do próprio Gonzaga encerra-se repetindo a data de nascimento de Luiz Gonzaga, natural de Exu, interior pernambucano. Januário, seu pai, era lavrador e tocava sanfona nas horas vagas. O menino Luiz ajudava o pai a consertar os instrumentos e, desde então, foi despertando para a música. Cabe a Luiz Gonzaga o prestígio alcançado pelos ritmos tradicionais nordestinos, em especial o baião, o forró, o xaxado e o xote. Seu sucesso começou em programas de calouros e de rádio no Rio de Janeiro, quando passou a ser conhecido e aplaudido. Suas canções são executadas até hoje, numa prova indiscutível da qualidade de sua obra.

|Asa Branca|
  |Baião|
|Xote das Meninas|

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Mestre Ambrósio


O nome do grupo veio do Cavalo Marinho, manifestação foclórica do interior de Pernambuco. O mestre apresenta ao público as outras personagens da história, repleta de poesia, danças e música. O trabalho do Mestre Ambrósio resgata ritmos e instrumentos presentes na cultura interiorana e muitas vezes esquecido pela grande mídia. Uma grande pesquisa foi o ponto de partida para as apresentações da banda, formada por Siba (voz e rabeca), Eder "O" Rocha (percussão), Hélder Vasconcelos (percussão e danças), Maurício Alves (percussão), Sérgio Cassiano (percussão) e Mazinho Lima (baixo, triângulo e pandeiro). Atualmente morando em São Paulo, o grupo já tem dois discos no mercado: Mestre Ambrósio e Fuá na Casa de Cabral.

|Baile Catingoso|
  |Chamá Maria|

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