» Frevo-de-rua
Foi o primeiro gênero que surgiu, identificado apenas como frevo, ritmo que veio dos dobrados das marchas militares que entoavam os carnavais pernambucanos. Nasceu quando saíam no período momesco os clubes pedestres, depois chamados clubes de rua. Diferencia-se dos outros pela ausência completa de letra, pois é feito unicamente para ser dançado.
Ainda pode ser dividido em três tipos: o frevo-abafo ou de encontro, no qual predominam os instrumentos metálicos, principalmente pistões e trombones. Levou esse nome porque geralmente é tocado quando uma troça ou agremiação quer "abafar" qualquer outra que esteja passando na rua. O frevo-coqueiro tem notas altas e agudas. Já o frevo-ventania é o mais suave dos três, tranqüilo, constituído pela introdução de semicolcheias.
São Frevos-de-rua famosos o Vassourinhas de Matias da Rocha e Joana Batista, Último dia de Levino Ferreira, Trinca do 21 de Mexicano, Menino Bom de Eucário Barbosa, Corisco de Lourival Oliveira, Porta-bandeira de Guedes Peixoto, entre outros.
» Frevo-canção
É originário do frevo-de-rua, que passou a incorporar melodias à sua música, como a Marcha n° 1 do Vassourinhas, presente no Carnaval dos clubes e nas ruas. O frevo-canção ou marcha-canção tem vários aspectos semelhantes à marchinha carioca. Ambas possuem uma parte introdutória e outra cantada, começando ou acabando com estrebilhos. Mas logo lhe foram acrescentados elementos de frevo, como a marcação do surdo e o tarol.
São frevos-canção famosos: Borboleta não é ave de Nelson Ferreira, Cala a boca menino de Capiba, Hino de Pitombeira de Alex Caldas, Hino de Elefante de Clídio Nigro e Meu vestibular de Gildo Moreno.
» Frevo-de-bloco
O frevo-de-bloco surgiu a partir de 1915, com os rapazes que faziam serenatas e, na época carnavalesca, também saíam nas ruas. Acabaram por organizar-se famílias inteiras, pais com suas filhas, maridos com suas esposas, namorados e namoradas, todos pertencentes à classe média recifense.
Sua orquestra é composta de pau e corda: violões, banjos, cavaquinhos. Nas últimas décadas, foram introduzidos clarinetes, seguidos do coral de mulheres. Sua música e dança têm traços fortes dos pastoris.
Os primeiros blocos surgiram com Felinto Moraes e Raul Moraes e outros carnavalescos: Apois fum!, Bloco das Flores, Batutas da Boa Vista (1920), Madeiras do Rosarinho e Inocentes do Rosarinho (ambos em 1926) e Batutas de São José (1932).
Frevos-de-bloco famosos: Valores do Passado de Edgard Moraes, Marcha da Folia de Raul Moraes, Relembrando o Passado de João Santiago, Saudade dos Irmãos Valença, Evocação n° 1 de Nelson Ferreira e Último regresso de Getúlio Cavalcanti.