16 de junho - Nasce Ariano Vilar Suassuna, na cidade de Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa, Capital do Estado da Paraíba, filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna e Rita de Cássia Dantas Villar. Ariano Suassuna é o oitavo de uma família de nove.
João Suassuna, presidente do Estado da Paraíba, encerra seu mandato. A família Suassuna volta a seu lugar de origem, o Sertão. Estada na Fazenda Acauhan, pertencente a João Suassuna.
Tem início na Paraíba a luta política que antecedeu a Revolução de 1930. Os chefes políticos sertanejos ficam contra o Governo de João Pessoa, presidente do Estado.
A luta política torna-se luta armada, na Paraíba. O Município de Princesa Isabel, sob o comando de José Pereira Lima, declara-se “independente”, sob o nome de “Território Livre de Princesa”, com hino, constituição, jornal, bandeira, exército e tudo.
Rebenta, na Paraíba, a Revolução de 30
João Suassuna é assassinado no Rio, como conseqüência das divisões e lutas políticas da Paraíba.
- A família Suassuna continua nas fazendas Acahuan e Saco, situadas no alto Sertão paraibano. Aí passam também 1932, ano de terrível seca, na qual se perde quase todo o gado deixado por João Suassuna. Primeiras caçadas de Ariano Suassuna, sob o comando do tio materno, Alfredo Dantas Villar, e de seu irmão, João Suassuna Filho.
Os Suassuna, agora chefiados por Dona Rita Villar Suassuna, mudam-se para Taperoá, no Sertão seco, alto e pedregoso dos Cariris Velhos da Paraíba do Norte.
- Ariano Suassuna estuda as primeiras letras em Taperoá (PB), com os
professores Emídio Diniz e Alice Dias.
- Caçadas e expedições nas fazendas São
Pedro, Saco, Panati, Malhada da Onça.
- Ariano ouve, pela primeira vez em sua vida, um desafio de viola, pelos cantadores
Antônio Marinho e Antônio Marinheiro. Vê também pela
primeira vez uma peça de mamulengo, numa feira em Taperoá.
- D. Rita Suassuna, em dificuldades, vê-se obrigada a vender a fazenda
Acauhan para educar os filhos.
- Ariano vai estudar no Colégio Americano Batista, no Recife/PE (fica
até 1942 / passa férias em Taperoá/PB).
Durante os anos de 1938 a 1941, seus primeiros mestres são seus tios, Manuel Dantas Villar – meio ateu, republicano e anti-clerical – e Joaquim Duarte Dantas – monarquista e católico. Leituras de Eça de Queirós, Guerra Junqueiro e Euclides da Cunha – recomendadas pelo primeiro – e de Antero de Figueiredo (D. Sebastião), pelo segundo. Leitura de Doidinho, de José Lins do Rego, adquirido em Campina Grande/PB por seu tio, Antônio Dantas Villar.
A família Suassuna muda-se para o Recife/PE, onde os mais velhos dos oitos irmãos já estão estudando e se fixando.
Aluno do Ginásio Pernambucano (Colégio Estadual de Pernambuco), no Recife/PE, torna-se amigo de Carlos Alberto de Buarque Borges, que exerce grande influência em sua formação, iniciando-o na música erudita e na pintura, que os dois vêem e estudam nos álbuns de reproduções da Biblioteca do Ginásio.
- Aluno do Colégio Oswaldo Cruz, no Recife/PE, torna-se amigo do pintor
Francisco Brennand, seu colega de turma.
- Publicação de seu primeiro poema, intitulado Noturno,
no Jornal do Commercio (Recife/PE), por intermédio de Tadeu Rocha e
Esmaragdo Marroquim.
- Entra para a Faculdade de Direito do Recife. Aí encontra um grupo
de escritores, atores, poetas, pintores, romancistas e pessoas interessadas
em arte e literatura. Principais componentes do grupo: Hermilo Borba Filho,
José Laurênio de Melo, Carlos Maciel, Salustiano Gomes Lins, Capiba,
Galba Pragana, Joel Pontes, Ivan Neves Pedrosa, Aloísio Magalhães,
Genivaldo Wanderley, Heraldo Pessoa Souto Maior, José de Moraes Pinho,
Fernando José da Rocha Cavalcanti, Gastão de Holanda, Ana e Rachel
Canen, Epitácio Gadelha, José Guimarães Sobrinho, etc.
Esse grupo, principalmente através de Hermilo Borba Filho e de José Laurênio
de Melo, tem profunda influência na formação de Suassuna.
Com ele, sob a liderança de Hermilo Borba Filho, funda-se o Teatro do
Estudante de Pernambuco.
- Publica na revista Estudantes, da Faculdade de Direito do Recife,
no jornal do Diretório Acadêmico de Medicina e em suplementos
de jornais do Recife, seus primeiros poemas, ligados ao Romanceiro Popular
do Nordeste: Galope à Beira-Mar, A Morte do Touro Mão-de-Pau e Os
Guabirabas.
- Organiza, no Teatro Santa Isabel (Recife/PE), um festival de violeiros, com
o apoio do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito do Recife.
- Escreve sua primeira peça de teatro: Uma Mulher Vestida de Sol,
baseando-se no romanceiro popular nordestino.
- Escreve a peça Cantam as Harpas de Sião, reescrita
depois como O Desertor de Pricesa.
- Começa a namorar com Zélia de Andrade Lima.
- Ganha o prêmio Nicolau Carlos Magno com a peça Uma Mulher
Vestida de Sol, escrita no ano anterior.
- O Teatro do Estudante de Pernambuco monta a peça Cantam as Harpas
de Sião, com direção de Hermilo Borba Filho. O espetáculo é montado
no Parque Treze de Maio, no Recife/PE, em palco móvel chamado A Barraca,
sob a inspiração do teatro ambulante de Garcia Lorca.
Escreve a peça Os Homens de Barro, em três atos.
- Inspirado em três folhetos da literatura de cordel, escreve a peça Auto
de João Cruz. Recebe o Prêmio Martins Pena.
- Forma-se em Direito.
- Vai para Taperoá a fim de se curar de doença no pulmão.
Ainda em Taperoá, especialmente para receber sua noiva e familiares, Suassuna escreve uma peça para mamulengos, Torturas de um Coração ou Em Boca Fechada Não Entra Mosquito, peça que ele mesmo monta, acompanhado por músicas tocadas pelo “terno de pífanos” de Seu Manuel Campina.
- Começa a trabalhar como advogado no escritório do jurista e
professor Murilo Guimarães.
- Escreve a peça O Arco Desolado e ganha menção
honrosa no concurso do IV Centenário da Cidade de São Paulo.
Escreve O Castigo da Soberba, em um ato, baseado em folheto de cordel.
- Baseado numa peça popular de mamulengo, escreve O Rico Avarento,
em um ato.
- Os bacharéis que haviam criado o Teatro do Estudante na Escola de
Direito reúnem-se para formar uma sociedade, com o nome de O Gráfico
Amador, para imprimir os escritos do grupo. Tomam a frente da iniciativa, Orlando
da Costa Ferreira (único que não fez parte da Faculdade de Direito),
Gastão de Holanda, José Laurênio de Melo e Aloísio
Magalhães. Este grupo passa a se reunir toda quinta feira à noite,
para conversar e imprimir cerca de trinta livros durante os sete anos de sua
existência. O primeiro livro impresso foi Ode, de Ariano Suassuna
(em 1955).
Escreve Auto da Compadecida.
- Escreve o romance A História do Amor de Fernando e Isaura.
- A convite de Luiz Delgado, torna-se professor de Estética na Universidade
do Recife, futura Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), deixando a advocacia.
- Escreve para seus alunos um Manual de Estética, edição
mimeografada pelo Diretório da Faculdade de Filosofia (Recife/PE).
- Passa a dirigir o Setor de Cultura do Serviço Social da Indústria – Departamento
Regional de Pernambuco –, ficando no cargo até 1960.
- Primeira montagem teatral do Auto da Compadecida, pelo Teatro Adolescente
do Recife, com direção de Clênio Wanderley.
- Em 19 de janeiro (dia do aniversario de seu pai), casa-se com Zélia
de Andrade Lima, da família de Barros Lima, o Leão Coroado, companheiro
de Frei Caneca em 1817. O casal tem seis filhos: Joaquim, Maria, Manuel, Isabel,
Mariana e Ana.
- Ganha o prêmio Vânia Souto de Carvalho com a peça O
Casamento Suspeitoso, montada em São Paulo pela Companhia Sérgio
Cardoso, sob a direção de Hermilo Borba Filho. A peça é publicada
neste mesmo ano pela Livraria Agir Editora, Rio de Janeiro.
- Ganha a Medalha de ouro da Associação Paulista de Críticos
Teatrais pela peça O Santo e a Porca.
- Auto da Compadecida é encenado no Rio de Janeiro, no I Festival
de Amadores Nacionais, promovido pela Fundação Brasileira de
Teatro. Ganha a medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos
Teatrais, e é publicada.
- Assume as cadeiras de Teoria do Teatro, Estética e Literatura Brasileira
no atual Centro de Artes e Comunicação da UFPE, então
Escola de Belas Artes; e a de História da Cultura Brasileira no Curso
de Mestrado em História da UFPE.
- Escreve O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna, baseado num folheto,
numa peça de mamulengo e num conto oral da literatura popular nordestina.
- É considerado o Melhor Autor Nacional de Comédia pala Secretaria
de Educação e Cultura da Prefeitura do Distrito Federal, atual
Prefeitura do Rio de Janeiro.
- Começa a escrever o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe
do Sangue do Vai-e-Volta.
- Ingressa no curso da Filosofia da Universidade Católica de Pernambuco.
- Escreve a peça em três atos A Pena e a Lei, a partir
do entremez para mamulengo de 1951, Torturas de um Coração.
- Funda com Hermilo Borba Filho o Teatro Popular do Nordeste, que monta a peça.
- Recebe pelo segundo ano consecutivo os prêmios “Vânia Souto
Carvalho” e “Samuel”, conferidos pela Associação
de Cronistas Teatrais de Pernambuco.
- A revista polonesa Dialog, Rok IV, Pazdiernik nr. 10 942), publica tradução
do Auto da Compadecida, por Witold Wojciechowski e Danuta Zmif.
- Compra a casa na Rua do Chacon, no bairro de Casa Forte,
no Recife/PE, onde mora até hoje.
- Escreve a peça em três atos Farsa da Boa Preguiça,
a partir de O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna.
- Forma-se em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco.
- Lança O Casamento Suspeitoso, impresso por Gráfico
Amador para a editora Igarassu.
- O Teatro Popular do Nordeste monta a Farsa da Boa Preguiça,
sob direção de Hermilo Borba Filho.
- Fim das atividades de O Gráfico Amador.
Escreve A Caseira e a Catarina, peça em um ato, montada pelo Teatro Popular do Nordeste, sob direção de Hermilo Borba Filho.
- Visita pela primeira vez a Pedra do Reino, em São José do Belmonte
(PE).
- A University of California Press publica versão em inglês do Auto
da Compadecida, com tradução de Dillwyn Ratcliff.
- A Imprensa Universitária da Universidade do Recife publica as peças Uma
Mulher Vestida de Sol e O Santo e a Porca.
- Sai a tradução holandesa do Auto da Compadecida, por
J.J. Van Den Besselaar, Ons Leekenspel, Bussum.
Auto da Compadecida é publicada na Espanha, com adaptação de José Maria Pemán (Editorial Escelier/Edições Alfil).
- A peça O Santo e a Porca é publicada na Argentina
pelas Editiones Losangue, Buenos Aires, com tradução de Montserrat
Mira.
- Escreve a novela O Sedutor do Sertão.
Torna-se membro fundador do Conselho Federal de Cultura, do qual faz parte de 1967 a 1973.
Torna-se membro fundador do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, do qual faz parte de 1968 a 1972.
- É nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, Diretor do Departamento
de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco, cargo que
ocupa de 1969 a 1974.
- Convoca Capiba, Guerra Peixe, Jarbas Maciel e Clóvis Pereira para
procurarem juntos uma música erudita nordestina, a música Armorial,
baseada nas raízes populares e que viesse a se juntar ao seu teatro, à gravura
de Gilvan Samico, à poesia de Janice Japiassu, Deborah Brennand, Ângelo
Monteiro e Marcus Accioly, ao romance de Maximiniano Campos etc.
- A peça A Pena e a Lei é premiada no Festival Latino
Americano de Teatro em Santiago, Chile.
- Estréia de A Compadecida, primeira versão da peça Auto
da Compadecida para o cinema, com direção de George Jonas.
- No dia 18 de outubro, com o concerto Três Séculos de
Música
Nordestina - do Barroco ao Armorial e com uma exposição
de gravura, pintura e escultura, é lançado, no Recife, o Movimento
Armorial.
- Ariano reúne poesias inéditas, na maioria publicadas em suplementos
de jornais de 1945 até 1970, sob o título O Pasto Incendiado.
- É publicada
na França a tradução de Auto
da Compadecida, por Michel-Simon-Brésil, pela Gallimard.
- Publica o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue
do Vai-e-Volta pela editora José Olympio, Rio de Janeiro, obra
que vinha escrevendo desde 1958.
- Edita A Pena e a Lei pela Livraria Agir, Rio de Janeiro.
- A tradução alemã do Auto da Compadecida, de
Willy Keller, é publicada pela Veriag Volk und Welt, Berlim.
- O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta ganha
o Prêmio Nacional de Ficção, do Instituto Nacional do Livro.
- Começa a publicar o Almanaque Armorial do Nordeste, página
literária semanal no Jornal da Semana (Recife/PE).
- Cria o Quinteto Armorial.
Recebe o Prêmio Nacional de Ficção conferido pelo Ministério de Educação e Cultura, Brasília, ao Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.
- Publica Farsa da Boa Preguiça e Seleta em Prosa e Verso,
contendo poemas, teatro, contos e ensaio, pela Livraria José Olympio,
Rio de Janeiro.
- No Recife, pela Editora Guariba, publica Ferros do Cariri: Uma Heráldica
Sertaneja.
- Escreve o ensaio O Movimento Armorial, publicado pela Editora Universitária,
Recife.
- Uma tese de mestrado é defendida na Sorbonne por Idelette Muzart,
tendo a obra de Ariano Suassuna como tema: Le Roman de Chévalerie et
son Interprétation par un Écrivain Brésilien Contemporain:
A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna.
- Encerra a publicação semanal do Almanaque Armorial do Nordeste.
- É nomeado Secretário de Educação e Cultura do
Recife, cargo que exerce de 1975 a 1978.
- Publica Iniciação à Estética, pela Editora
Universitária da UFPE.
- Outra tese de mestrado é defendida tendo a obra de Ariano Suassuna
como tema: A Intertexualidade das Formas Simples (aplicada ao Romance d’A
Pedra do Reino, de Ariano Suassuna), de Elizabeth Marinheiro, Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
- Começa a publicar no Diario de Pernambuco os folhetins de Ao
Sol da Onça Caetana, primeiro livro de O Rei Degolado.
- Conclui os folhetins do primeiro livro de O Rei Degolado.
- Inicia a publicação em folhetins, no Diario de Pernambuco,
de As Infâncias de Quaderna, segundo livro de O Rei Degolado.
-Estréia do Balé Armorial do Nordeste, com a apresentação
de Iniciação Armorial aos Mistérios do Boi de Afogados,
no Teatro Santa Isabel.
- Defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha
Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira, na UFPE.
- Publica, pela José Olympio, Ao Sol da Onça Caetana,
primeiro livro de O Rei Degolado.
- Encerra a publicação dos folhetos de As Infâncias
de Quaderna no Diario de Pernambuco.
- Inicia a publicação de artigos dominicais no Diario
de Pernambuco sob o título de A Confissão Desesperada.
- A tradução alemã do Romance d’A Pedra do Reino,
por Georg Rudolf Lind, é publicada pela Elett Verag, Stutgart.
- Ray Gude Mertin, da Universidade de Colônia, defende sua tese Ariano
Suassuna: Romance d’A Pedra do Reino _ Zur Vera beitung Von Volks - und
Hochliteratur im Zitat.
- Maria Odília Leal Mc Bride defende sua tese A Multiplicidade Estrutural
em A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna para obtenção do grau
de mestre na University of Texas at Austrin.
- É publicada em três volumes a tese de Idellete Fonseca dos Santos,
Littérature Populaire et Savante au Brésil - Ariano Suassuna
et le Mouvement Armorial, Sorbonne, Paris.
- Encerra a coluna dominical no Diario de Pernambuco.
- Auto da Compadecida é publicada na Alemanha, com tradução de Willy Keller.
- Escreve a peça As Conchambranças de Quaderna.
- Estréia o filme Os Trapalhões no Auto da Compadecida,
baseado em sua obra.
As Conchambranças de Quaderna é encenada no teatro Waldemar de Oliveira (Recife/PE), sob a direção de Lúcio Lombardi.
Aposenta-se da UFPE.
Toma posse na Academia Brasileira de Letras (cadeira nº 32).
- Torna-se membro da Academia Pernambucana de Letras (cadeira nº8).
-É criada a Associação Cultural da Pedra do Reino, em
São José do Belmonte, que realiza, neste mesmo ano, a primeira
Cavalgada à Pedra do Reino.
-Sua primeira peça de teatro, Uma Mulher Vestida de Sol, escrita
em 1947, é adaptada para televisão, sendo apresentada na Rede
Globo, sob a direção de Luiz Fernando Carvalho
- Maria Tereza Didier de Moraes, apresenta a tese Emblemas da Sagração
Armorial, na Pontifícia Universidade Católica, São Paulo,
e Claudia Leitão Pour une Ethique de L’Esthétique: Ebauche
d’une Éthique Armoriale de l’ Homme du Sertão Brésilien,
na Sorbonne, Paris, UFR de Sciences Sociales - Université René Descartes.
- O romance A História do Amor de Fernando e Isaura,
escrito em 1956, é publicado pelas “Edições Bagaço”,
do Recife.
- É nomeado Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco pelo
governador Miguel Arraes.
- A Farsa da Boa Preguiça é adaptada para televisão,
sendo apresentada na Rede Globo, sob direção de Luiz Fernando
Carvalho.
- Participa da III Cavalgada à Pedra do Reino e recebe o título
de Cavaleiro da Pedra do Reino.
- Comemora 50 anos de vida literária.
- Recebe, da UFPE, o título de Professor Emérito.
- Conclui a peça A História do Amor de Romeu e Julieta.
- Cria o Conjunto Romançal, ligado à Secretaria de Cultura de
Pernambuco.
- Estréia da Trupe Romançal de Teatro, ligada à Secretaria
de Cultura, com uma montagem de A História do Amor de Romeu e Julieta,
dirigida por Romero de Andrade Lima.
- Inaugura em Olinda a Ilumiara Zumbi, com esculturas de Arnaldo Barbosa.
- Inaugura o Teatro Arraial (Recife/PE), fruto do trabalho à frente
da Secretaria de Cultura.
- Dirigida por Romero de Andrade Lima, é encenada no Recife adaptação
teatral do Romance d’A Pedra do Reino.
- Encena dois espetáculos de dança: A Demanda do Graal Dançado,
com coreografia de Maria Paula Costa Rêgo, e Pernambuco do Barroco
ao Armorial, com coreografia de Heloísa Duque, cenário e
figurino de Dantas Suassuna.
- É lançado o CD A Poesia Viva de Ariano Suassuna, com
poemas de Ariano recitados por ele e música de Antônio Madureira.
- É publicada em Paris pelas Edições Métailié a
edição francesa do Romance d’A Pedra do Reino,
com tradução de Idelette Muzart.
- Auto da Compadecida é adaptada para televisão, sendo
apresentado na Rede Globo sob a direção de Guel Arraes.
- Inicia publicação de artigos semanais na Folha de S.
Paulo.
- Inicia colaboração mensal com a revista Bravo!, escrevendo
artigos na sessão Ensaio.
- Estréia na Rede Globo Nordeste o quadro O Canto de Ariano,
programa semanal retransmitido, a partir de 2000, pelo canal de assinatura
Multishow.
- Seus poemas são organizados pela primeira vez em livro, publicado
pela Editora da UFPE.
- A Rede Globo apresenta o especial O Santo e a Porca, na série
Brava Gente, com adaptação de Adriana Falcão e direção
de Mauricio Farias.
- Recebe o título de Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte.
- Encerra a colaboração para a revista Bravo!
- Colaboração semanal para a Folha de S. Paulo transforma-se
no Almanaque Armorial.
- Estréia no cinema a adaptação de Guel Arraes feita a
partir da microssérie O Auto da Compadecida.
- Apresenta na Rede Globo Nordeste o especial Folia Geral, sobre as
origens do Carnaval, dirigido por Luiz Fernando Carvalho.
- Toma posse na Academia Paraibana de Letras (cadeira nº 35).
- O Instituto Moreira Salles lança o número 10 dos seus Cadernos
de Literatura Brasileira, dedica a Ariano.
- Encerra a publicação do Almanaque Armorial, na Folha de S.
Paulo.
- O Conselho Universitário da Universidade Federal da Paraíba
concede-lhe o título de Doutor Honoris Causa.
- No Carnaval, é homenageado pela Escola de Samba Império Serrano,
que desfila, na Marquês de Sapucaí, com o tema Aclamação
e Coroação do Imperador da Pedra do Reino Ariano Suassuna
- Recebe o Prêmio Nacional Jorge Amado de Literatura e Arte, concedido
pela Secretaria de Cultura e Turismo do Estado da Bahia.
É lançado oficialmente, na sede da Academia Brasileira de Letras, o filme O Sertãomundo de Suassuna, do cineasta Douglas Machado.
- Suas iluminogravuras são expostas na Galeria Manuel Bandeira, da ABL,
com curadoria de Alexei Bueno.
- Recebe, da Câmara Municipal de São Paulo, o título de
Cidadão Paulistano.
- Estréia em São Paulo a adaptação teatral do Romance
d’A Pedra do Reino, dirigida por Antunes Filho.
- A UFPE lança o Núcleo Ariano Suassuna de Estudos Brasileiros.
- Gravações, em Taperoá/PB, da minissérie A
Pedra do Reino, com direção de Luiz Fernando Carvalho, que
será exibida
pela Rede Globo.
- É nomeado Secretário de Cultura de Pernambuco.
- Comemora bodas de ouro com Zélia.
- O documentário O Senhor do Castelo, dirigido por Marcus Vilar,
abre a programação do Cine-PE, festival de cinema de Pernambuco.
- A peça A pedra do reino, adaptada por Antunes Filho, cumpre
temporada de duas semanas no Teatro de Santa Isabel, no Recife.
- A minissérie A pedra do reino, com direção de
Luiz Fernando Carvalho, estréia na Rede Globo.