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SECRETARIA
NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
Secretário:
Nilmário Miranda
Aos
55 anos, o mineiro Nilmário Miranda, 55 anos, culmina uma carreira
de estudos e atuação política dedicada aos direitos humanos. Desde
jovem, quando participou do movimento estudantil ou integrou a Política
Operária (Polop), militava em favor das causas sociais populares.
Chegou a ser preso por três anos e meio, tendo seus direitos cassados
durante cinco anos.
Solto,
Miranda passou a atuar no movimento sindical na área industrial
da Grande Belo Horizonte. Através do Jornal do Bairros, debateu
com a comunidade e reivindicou direitos como moradia, saneamento
e outros serviços públicos.
Em
1979, concluiu o curso de Jornalismo na Universidade Federal de
Minas Gerais. No ano seguinte, fez mestrado em Ciência Política,
na mesma instituição. Em 1982, especializou-se em comunicação popular
no Ciespal, entidade de ensino do Equador.
A vida
pública de Nilmário Miranda teve início em 1986, quando
foi eleito deputado estadual constituinte. Em 1990, conseguiu seu
primeiro mandato como deputado federal, tendo sido reeleito por
mais duas legislaturas (1994 e 1998). Em Brasília, presidiu até
fevereiro de 2002 a Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
Nos
anos 90, Nilmário Miranda propôs e presidiu a Comissão Especial
Externa sobre os Desaparecidos Políticos. Graças a esse trabalho,
foi aprovada a lei 9.140/95, que estabelece a indenização financeira
aos familiares das pessoas mortas por motivos políticos, juntamente
com os reparos morais. Em 2002, para celebrar os 20 anos da Lei
da Anistia, Miranda lançou Dos Filhos Deste Solo, um livro
onde ele conta a história dos mortos e desaparecidos políticos saídos
das pesquisas da Comissão.
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