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Dezenas de crianças abrigadas aguardam adoção no Recife

Das crianças distribuídas nos 14 abrigos gerenciados pela 2ª Vara da Infância e da Juventude do Recife, 19 são meninos e 16, meninas

Enquanto 35 crianças e adolescentes esperam pela adoção no Recife, 200 pretendentes a pais ou mães adotivos aguardam um filho. Pensando matematicamente, existem mais adotantes do que possíveis adotados e, dessa forma, não deveriam haver crianças disponíveis para adoção em abrigos na capital pernambucana. Entretanto essa conta é mais complexa. A maioria dos pretendentes a pais impõem no perfil do adotado restrições referentes a sexo, idade, características dos pais biológicos, saúde física e mental.

Das crianças distribuídas nos 14 abrigos gerenciados pela 2ª Vara da Infância e da Juventude, responsável pelo processo de adoção na Comarca do Recife, 19 são meninos e 16, meninas. Segundo estatísticas da 2ª Vara, a preferência dos candidatos a pais adotivos é por crianças de até sete anos - nenhuma das abrigadas está nessa faixa etária -, sem nenhum tipo de deficiência física ou mental e cujos pais biológicos não sejam usuários de drogas.

Segundo Edineide Silva, psicóloga e coordenadora do Núcleo de Adoção e Estudos da Família (Naef) da 2ª Vara, as pessoas temem esse mito de que crianças cujos pais biológicos têm problemas com drogas teriam potencial para o vício. "Os estudos observam, isto sim, que o que vai determinar a construção da personalidade da criança é o ambiente onde ela será recepcionada, muito mais do que a carga genética", conta a psicóloga.

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Publicado em 24.05.09 - Copyright © 1997- 2009, JC OnLine - Recife - PE - Brasil.