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Na literatura, não faltam teorias sobre almas gêmeas. Uma das mais
conhecidas no Brasil é contada pelo bruxo e escritor Paulo Coelho,
em Brida. No livro, a protagonista vive o dilema de encontrar duas
partes de sua alma (dois amores) e não saber com qual ficar.
Por mais polêmicos que sejam os livros de Paulo Coelho, há algo
com que a maioria dos esotéricos concorda: a idéia de que a alma
passa por muitas divisões, de uma vida para a outra, antes de reunir-se
outra vez.
Segundo a Kabbalah - interpretação de parte da literatura religiosa
dos judeus -, a primeira dessas divisões foi feita por Deus. Com
que objetivo? Fazer com que, na busca por suas outras partes, as
almas evoluam, atingindo um novo nível de consciência mais elevada.
Afinal, que graça teria a existência humana sem esse 'joguinho'
de esconde, procura, acha e conquista?
Deus escreve mesmo certo sobre linhas tortas. Cada vez que a alma
se separa e assume a forma de um novo corpo, vive na pele a dor
da separação e, mesmo que inconscientemente, procura por algo (ou
alguém) que a faça sentir completa outra vez.
O reencontro pode demorar séculos para acontecer. Mas a busca do
autoconhecimento pode acelerar o processo, à medida em que ficamos
mais compreensivos conosco e com as pessoas que estão à nossa volta.
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