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O
trabalho infantil doméstico no mundo
Segundo o Programa Internacional para a Erradicação do
Trabalho Infantil (Ipec), da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), existem no mundo 246 milhões de crianças
vítimas de exploração trabalhista - cerca de 10
milhões delas com apenas 10 anos trabalham nas residências
de seus empregadores sem que suas tarefas possam, na maioria dos casos,
ser controladas. Dois milhões estão sendo explorados dentro
das residências na América Latina e no Caribe. Confira alguns
números:
-
No Brasil, cerca de 470 mil meninas e meninos entre cinco e 17
anos são trabalhadores domésticos; 93% são
meninas e 61% de raça negra;
- No Peru,
110 mil meninas e meninos entre seis e 17 anos são
trabalhadores domésticos, dos quais 79% são meninas;
- No
Paraguai, estima-se que há mais de 40 mil, dos quais 77%
são meninas;
- Na Colômbia,
o número chega
a 64 mil meninas e meninos entre cinco e 17 anos que se dedicam
ao trabalho doméstico
vivendo em lares que não são os seus e há mais
de 750 mil que trabalham em tarefas do lar por 15 horas ou
mais na semana;
- Na
América Central e República
Dominicana, cerca de 170 mil crianças - dos quais,
87% são meninas - realizam trabalho
doméstico;
- Sob
eufemismos como "meninas da casa", "criadas" ou "mucamas",
estima-se que cerca de 40 mil meninas e meninos entre cinco
e 17 anos são trabalhadores infantis domésticos
na Guatemala;
- Na
República Dominicana, o número
chega a 48 mil meninas e meninos, dos quais 66% dormem
na casa que trabalha;
- No
Haiti, acredita-se que em torno de 200 mil meninas e meninos são
trabalhadores infantis domésticos e todos vivem
na casa de seu patrão.
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