Tabelas e gráficos


Rituais indígenas
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Toré fulni-ô Vídeo
Toré pipipã Vídeo
Toré pankararu Vídeo
TORÉ
O ritual é considerado o símbolo maior de resistência dos povos indígenas do Nordeste. Ele é realizado geralmente de 15 em 15 dias, tanto com o objetivo religioso quanto festivo, de comemoração. À primeira vista, pode ser percebido como uma dança, que varia de ritmos e linhas (toadas) em cada povo. O maracá dá o tom das pisadas e os índios dançam, em geral, em círculo. O toré também tem sentidos diferentes e podem ser celebrados para homenagear autoridades ou visitas; como instrumento político, em exibições públicas nas cidades onde as aldeias estão localizadas para reafirmar a coletividade perante a sociedade; e também com função religiosa, de penitência, resgate dos antepassados e relação com a natureza. No povo pipipã, quando alguém da aldeia morre, a comunidade se resguarda e passa o período de um mês sem realizar o toré no terreiro, como uma forma de homenagear aqueles que se foram.
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Zelador dos praiás kambiwá fala sobre ritual Vídeo
PRAIÁ
Os pankararu e kambiwá acreditam na força encantada presente nos escolhidos para vestir os fardamentos (feitos da cabeça aos pés da fibra do caroá), que escondem a identidade e fazem aumentar o mistério da prática. Quando realizam promessas, os índios têm que pagá-las, promovendo uma festa com oferendas. No povo kambiwá, o ritual é realizado uma vez por mês, no período da lua cheia. O povo pankararu (foto) realiza eventos ao longo do ano que contam com a participação dos praiás, a exemplo da corrida do umbu, que ocorre no mês de março quando eles encontram o primeiro umbu maduro, simbolizando o início da safra; e do menino do rancho, uma espécie de rito de iniciação.  É também no período da corrida do umbu que os índios fazem, paralelamente, a queimação da cansanção, um tipo de urtiga braba que é utilizada como autoflagelo. Quando não são realizados os rituais, os fardamentos são guardados em um lugar sagrado chamado de póro.

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RELATO

Repórteres participam de ritual sagrado Texto

 

JUREMA
Cerimônia religiosa na qual os índios costumam ingerir uma bebida extraída da juremeira – a jurema ou vinho do anjucá. Ela é considerada alucinógena e atuaria como elemento de comunicação com os ancestrais. Praticamente todos os povos do Nordeste possuem essa tradição. O trabalho da "mesa da jurema" é denominado pelas etnias como "ciência de índio". O ritual tem o objetivo de curar doentes, afastar mau olhado ou receber conselhos dos antepassados. A maioria dos povos guarda os detalhes da prática em segredo. A receita da jurema, por exemplo, dificilmente é revelada. Sabe-se, no entanto, que existem vários tipos da planta, mas geralmente a preta ou a "braba", como eles se referem, é utilizada para a cerimônia. Os índios ficam sentados ao redor do altar no chão, onde também é colocada uma cumbuca com fumo de várias ervas. Em seguida, as entidades são invocadas através dos toantes, que, falam sobre o tempo em que os antepassados habitavam os territórios.
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Saiba onde acontece o ouricuri fulni-ô Vídeo
OURICURI
Presente em alguns povos, como os fulni-ô, kambiwá e pipipã, o ritual representa um retiro religioso para os índios. A prática é realizada secretamente e, diferentemente de outros rituais, não permite a participação do não índio. No caso dos fulni-ô, de Águas Belas, o ouricuri acontece todos os anos entre os meses de setembro, outubro e novembro. Até quem mora longe comparece ao evento. Durante 90 dias, todos os índios se mudam para a aldeia Ouricuri, lugar considerado sagrado por eles. Poucas informações são divulgadas sobre o que acontece no local durante o evento. Sabe-se, por exemplo, que as relações sexuais e a ingestão de bebidas alcóolicas são proibidas. Existe um juazeiro sagrado (foto), utilizado para fazer promessas. Muitos atribuem ao ritual a força de união do povo. Os kambiwá e pipipã realizam o ouricuri na Serra Negra, em Floresta. Devido a conflitos entre os povos, os kambiwá passaram dois anos sem ir no local para evitar confronto com os pipipã.
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Buzo pankararu Vídeo
DANÇA DO BUZO
A tradição foi resgatada pelos jovens do povo pankararu, em Tacaratu, através de relatos dos membros mais velhos da aldeia. Eles formaram o Grupo de Dança Indígena Pankararu e passaram a divulgar o costume. Os passos são diferentes do toré e os integrantes não dançam em círculo. O grupu misturou a dança do buzo com a dança da lança e utilizou a gaita e o rabo de tatu como instrumentos musicais. O resultado é muito vibrante. Segundo as lideranças do povo, a dança é de origem pankararu.