Bicicleta
A bicicleta nasceu em 1790. Ela foi inventada pelo
conde francês Sivrac, e possuía o estranho nome
de Celerífero. Era apenas um pedaço de madeira ligando
duas rodas. A engenhoca andava com o impulso dos
pés, mas não tinha como dirigi-la, já que a roda
dianteira era fixa.
Batata frita
A batata frita foi inventada pelo médico
francês Antoine Augustin. Em 1772, ele começou a
estudar as plantas que continham amido, especialmente
as batatas. Anos depois, com o apoio do rei Luís
XVI, ele criou uma campanha para expandir a cultura
da raiz. As batatas fritas foram usadas pela primeira
vez em um jantar de gala, em homenagem ao americano
Benjamim Franklin. Mas o americano, pelo que dizem,
não gostou da novidade.
Biscoito
Não é de hoje que se gosta de biscoito.
Os primeiros registros da iguaria são do tempo dos
faraós, no antigo Egito. Os egípcios cultivavam
o trigo nas margens do rio Nilo e fabricavam os
biscoitos, com formas de animais para oferecer às
divindades em troca de chuvas, para assegurar a
fertilidade do solo. Pouco a pouco, o hábito de
produzir biscoitos passou para as regiões do Mediterrâneo
e Oriente Médio. Assírios, babilônios e gregos passaram
a presentear seus deuses com biscoitos de trigo
e mel.
Chocolate
Em 1519, o conquistador espanhol Hernán
Cortés chegou ao México e, ao invés de ser recebido
agressivamente pelos nativos, recebeu alguns presentes
oferecidos pelo imperador Montezuma. Para os nativos,
Cortés era o deus do ar, Quetzacóatl, que havia
plantado cacaueiros no local como dádiva. Com a
semente extraída da planta sagrada, era misturado
o mel e a baunilha, resultando numa saborosa bebida,
o tchocolatl. Para o povo asteca, ouro e prata valiam
menos que as sementes do cacau. De volta à Espanha,
em 1528, Cortés levou consigo algumas mudas de cacaueiro,
e plantou pelo caminho. Primeiro no Caribe e, depois,
na África. Chegando na Europa ofereceu um pouco
da bebida sagrada ao rei da Espanha, Carlos V. Foi
o suficiente para que ele ficasse extasiado. Não
demorou muito para que toda a corte passasse a apreciar
o produto. Muitas modificações foram feitas ao longo
dos anos até que o chocolate, depois de algumas
intervenções do suíço Henri Nestlé, tomasse a forma
que hoje possui, em tabletes.
Dentadura
Foram descobertos crânios humanos com
dentes artificiais feitos de ossos e marfim, com
pontes de ouro, 700 anos antes de Cristo. Na Idade
Média, não se deu muita atenção aos dentes falsos.
Quando perdeu os dentes da frente, a rainha Elizabeth
I, da Inglaterra, apareceu em público com a boca
cheia de pano. No final do século XVII, os ricos
já podiam comprar dentaduras de marfim (que com
o tempo passavam a cheirar mal). Os dentes falsos
ficavam presos aos seus vizinhos através de ligaduras
de seda, mas tinham que ser tirados na hora das
refeições. Os dentistas usavam dentes humanos,
comprados dos pobres, ou faziam de prata ou ágata.
As primeiras dentaduras de porcelana foram feitas
por volta de 1770, por Alexis Duchâteau, um farmacêutico
que morava próximo a Paris. A descoberta foi aprimorada
nos Estados Unidos por Claudius Ash, no século
XIX.

Iogurte
O iogurte apareceu na Ásia Menor por
volta de 4.000 a.C. Reza a lenda que um viajante
nômade atravessava o deserto carregando um pouco
de leite numa sacola feita de pele de cabra. Horas
mais tarde, ele havia constatado que o leite havia
se transformado em um creme grosso, com um leve
sabor ácido. Em 1542, chegou à Europa o primeiro
iogurte, oferecido como a cura para uma persistente
infecção intestinal do imperador François, da França.

Bambolê
A idéia do brinquedo veio da Austrália, onde estudantes
de ginástica se divertiam girando aros de bambu
na intura. Em 1958, os americanos Artur Melin e
Richard Knerr, donos de uma fábrica de brinquedos,
importaram a idéia. A diferença é que eles fizeram
bambolês de plástico e o batizaram de hula hoop.
Venderam 25 milhões de unidades em apenas 4 meses.
Ioiô
O Ioiô nasceu nas Filipinas no século
XVI, como uma arma. Ele pesava dois quilos e sua
corda tinha seis metros. Louis Marx transformou
o Ioiô num brinquedo em 1929.
Fonte: O Livro das Invenções - Marcelo
Duarte
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