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Legislação Delegacias do trabalho fiscalizam cumprimento da lei de cotas

Em pouco mais de sete anos, 64.177 pessoas com deficiência foram inseridas no mercado de trabalho através das Delegacias Regionais do Trabalho, que conscientizam, fiscalizam e notificam as empresas para garantir o cumprimento da Lei 8.213/91. Esse número, no entanto, não representa o total de deficientes que estão empregados no País porque se baseiam apenas nas empresas notificadas. De acordo com o Núcleo de Apoio a Programas Especiais do Ministério do Trabalho de Pernambuco (Nape), de janeiro a junho de 2007, 280 pessoas com deficiência entraram nas empresas através do sistema de cotas.

As companhias que têm entre 100 e 200 empregados devem reservar pelo menos 2% da quantidade de vagas para esses profissionais. Para empresas com até 500 funcionários, a cota sobe para 3%; com até mil, 4% e, acima de mil, a cota estipulada é de 5%. Segundo a coordenadora do Nape-PE, Fátima Lemos, o órgão realiza uma fiscalização indireta - ou seja, os auditores não visitam as empresas. Mensalmente são notificadas cerca de 40 companhias, selecionadas através do banco de dados da Delegacia Regional do Trabalho (DRT). “A empresa escolhida recebe uma pré-notificação para que compareça a uma reunião. No encontro, além de explicar a legislação, fazemos um trabalho de conscientização. Depois ela é notificada e tem um prazo para que apresente os documentos necessários”, explica. Com a relação dos documentos (principalmente os dados do Caged - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o auditor poderá fixar a cota mínima de trabalhadores com deficiência. A empresa que não cumprir a determinação será autuada e pode pagar uma multa que varia de R$ 1.195,13 a R$ 119.512,33.

Os Núcleos de Apoio a Programas Especiais do Ministério do Trabalho foram criados no ano 2000 e são ligados às DRTs. No total, existem 12 deles espalhados no País. Em Pernambuco, apenas cinco auditores atuam na fiscalização das empresas. Porém depois que são notificadas e passam a cumprir a legislação, não há um acompanhamento dos profissionais empregados. “Infelizmente não temos pessoal suficiente para realizar esse acompanhamento”, lamenta a coordenadora.

Para mudar a idéia de que a pessoa com necessidade especial, uma vez empregada, terá um baixo desempenho, o Nape de Pernambuco conta com o apoio da Superintendência Especial de Apoio ao Deficiente (Sead). “Tentamos mostrar a importância da inclusão e não apenas da inserção”, explica Fátima Lemos. As empresas que participam da reunião podem agendar com a Sead uma análise profissiográfica, feita sem nenhum custo. Na visita, os técnicos da entidade verificam o ambiente de trabalho e indicam que mudanças podem ser realizadas para garantir uma melhor produtividade e conforto para o deficiente. (I.C.)

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