LIMITES FORMAÇÃO & TRABALHO

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ANÁLISE Q.I. alto não é o único parâmetro

Muito usado nas décadas de 70 e 80 em seleções da capacidade e até mesmo dentro de avaliações vocacionais, o teste de Quociente de Inteligência (Q.I.) não é atualmente o único parâmetro adotado para avaliar um superdotado. O principal argumento para isto é porque esses testes avaliam apenas as habilidades lógico/matemática e lingüística - o intelectualmente superdotado -, quando o consenso hoje de órgãos e estudiosos é que as superdotações estão espalhadas em diversas áreas, que vão desde as artes aos esportes, passando até mesmo pelo relacionamento interpessoal.

“A sugestão no NAAH/S é que não se baseie o trabalho utilizando-se apenas medidas de Q.I., que é um índice isolado e não contempla outros aspectos personológicos e psicológicos do indivíduo”, diz a assessora técnica da Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação, Renata Maia. Ela explica que, nos Núcleos, inicialmente é realizada uma identificação - na qual podem ser usadas fichas e formulários - com base nas habilidades, interesses e potencialidades dos alunos.

Curiosidades sobre alunos do Recife com Q.I. alto

  • Entre 1.280 pesquisados, 448 (35%) possuem Q.I. alto.
  • Dormem menos que os outros.
  • Aprendem em 1h o que a média aprende entre 4h e 4h30.
Baseadas em pesquisas de 1997 e 2005 coordenadas pelo psicólogo Bruno Campello com alunos do 3º ano do ensino médio de escolas das classes média e alta

Outro argumento para uma queda no uso de testes de Q.I. é que trazem conteúdo e parâmetro de avaliação referentes à cultura e à educação do grupo usado como referência - ou seja, um teste elaborado nos Estados Unidos ou na Suíça, por exemplo, não seria adequado ao Brasil e vice-versa.

Psicólogo com trabalhos e pesquisa na área da superdotação, Bruno Campello é um ferrenho defensor dos testes de Q.l. - porém fazendo as ressalvas sobre a sua procedência. “Podem e devem ser utilizados. Mas não pode ser medida de inteligência porque seria uma noção falsa; o teste mede, sim, uma capacidade mental geral” afirma ele, que mantém um site Link externo sobre o assunto. O endereço já chegou a conter um teste de Q.I. elaborado pelo próprio Campello, mas, segundo ele, teve que retirar por recomendação do Conselho Regional de Psicologia - o argumento usado era de que o teste, que gerava um resultado, seria ilegal porque incorria em aconselhamento psicológico (diagnóstico) pela internet. Campello, porém, gosta de lembrar: “Q.I. alto não é sinal de genialidade. Uma pessoa sem Q.I. alto pode ser um gênio das artes, esportes etc”. (B.M.)

Testes online de Q.I.

Estes testes são estrangeiros e, portanto, baseados em seus países de origem. Junto aos links, observações de Bruno Campello sobre cada um deles.

  • IQ Test Labs Link externo
    Testes com laudos técnicos bem documentados. Informações de alto nível acerca de testes e da inteligência apresentadas de forma clara e compreensível.
  • The iq test Link externo
    Teste em inglês, mas de origem alemã. Diferencia-se por não ter limite de tempo.
  • Psychology Today Link externo
    Testes da revista americana Psychology Today, havendo a opção de diversos tipos de teste.
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