LIMITES FORMAÇÃO & TRABALHO

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Roteiro de vídeo: Acessibilidade


O vídeo começa com imagens do deficiente visual André Damião e da deficiente física Cosma Bezerra tentando superar obstáculos nas calçadas do Recife, a exemplo de raízes de árvores, buracos, postes, árvores, canaletas e batentes, forçando as pessoas com deficiência a andar na rua. Essas imagens aparecem com fala ao fundo do presidente da Associação Pernambucana de Cegos, Antônio Muniz:
"A maior dificuldade para circular nas ruas do Recife são as calçadas, que estão bastante mal-tratadas. O desalinhamento dos equipamentos públicos, dos orelhões, caixa de correio, aquelas barracas, fiteiros. Tudo aquilo fica desalinhado e, aí, dificulta e muito a locomoção da pessoa cega."

Antônio Muniz continua falando, agora com imagem dele durante a entrevista:

"A prioridade número um para as pessoas, qualquer pessoa com deficiência, e eu acho que gestantes, pessoas idosas, pessoas com mobilidade reduzida, o problema está nas calçadas da cidade que estão muito mal-tratadas".

Nova imagem. Agora quem fala é André Damião:

"Infelizmente, as pessoas que têm carro esquecem que existem pedestres. Os camelôs, em geral, colocam ali em cima das calçadas os estabelecimentos. E isso atrapalha, a gente derruba, passando até por constrangimentos".

A imagem volta para Antônio Muniz, que completa:

"Se você não tem acesso à qualificação profissional, à capacitação profissional, você também não vai ter acesso ao emprego. Uma coisa está diretamente ligada à outra. As nossas escolas, apesar do avanço que já teve, mas ainda não atendem como deveriam as pessoas cegas. Poucas são as escolas que estão adaptadas. E é bom que se diga que o prazo dado pelo decreto 35296, de 2004, para que todos os órgãos públicos se adequassem à acessibilidade venceu agora dia 3 de junho de 2007."

A imagem corta para o diretor das unidades de Paulista, Garanhuns e escolas móveis do Senai de Pernambuco, Vicente Calazans, que diz:

"Tem sido uma prioridade de administração do Senai de Pernambuco, na pessoa do professor de Antônio Carlos. Você tem como exemplo a situação dessa escola".

Vicente Calazans continua falando, só que agora são mostradas imagens da Unidade do Senai de Paulista, que está em reforma. Aparecem imagens de um pedreiro trabalhando na frente da escola, uma geral do prédio principal e uma rampa recém-construída que está sendo utilizada por uma pessoa que não possui deficiência:

"Essa escola vai sofrer uma grande reforma, mas até mesmo antes dessa grande reforma já está sendo feitas essas adaptações. Primeiro as barreiras arquitetônicas, a criação de rampas e ambientes adequados para que para que a gente possa receber essa clientela.

Volta para a imagem da entrevista com Vicente, que completa:

"Em segundo lugar, faz parte da acessibilidade também, a capacitação de colaboradores e docentes no sentido de poder recepcionar essas pessoas."

Corta para imagem, com som ambiente, de Erik Pereira, aluno de Turismo do Cefet, descendo uma rampa na unidade de ensino.

"Eu tenho uma dificuldade de locomoção e sem essas barras e a rampa eu poderia perder o equilíbrio e cair. Por isso são muito importantes para mim."

Entra áudio do coordenador do Núcleo de Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (Napne), Gustavo Estevão, com imagens do Cefet da Cidade Universitária, no Recife. São mostradas imagens do estacionamento, com as vagas reservadas para deficientes; rampas; passarela de acesso; elevador; banheiros e bebedouros adaptados:

"Nós temos hoje no Cefet focado muito na questão da acessibilidade física. Construímos uma passarela de acesso ligando um bloco que não era interligado com o restante da escola, hoje tem uma passarela de acesso; nós intalamos um elevador; os banheiros foram adaptados, a grande maioria deles, de forma a permitir, seguindo um padrão de uma norma técnica que existe no Brasil chamada NBR-9050".

Entra imagem de Gustavo Estevão mostrando um exemplo de acessibilidade na escola:

"Aqui você tem: a sala está no mesmo nível que o corredor. Esse é um item de acessibilidade"

Aparece imagem, com som ambiente, de um fusca com uma cadeira de rodas adaptada na mala do carro saindo do Cefet.

Corta e mostra nova imagem com Antônio Muniz:

"A nossa cidade é a assim.. Você já tem alguns ambientes como por exemplo, a Caxangá, como por exemplo o Parque 13 de Maio que tem por exemplo piso diferenciado."

Muniz continua falando e entra imagens do Parque 13 de Maio, destacando os pisos intertravados e rampas que existem no local:

"Veja o Parque 13 de Maio é para nós um símbolo emblemático de acessibilidade porque foi o primeiro projeto. Antes de 2001 não havia nada nessa cidade que pudesse beneficiar a pessoa defi de modo geral em termos de acessibilidade urbana."

Volta imagem com Antônio Muniz, que finaliza:

"Aqui no Recife já tem alguns exemplos disso, porém, muito poucos."

Entra a música Sundance, de Kitaro, com algumas imagens do Centro do Recife, destacando principalmente o Cais de Santa Rita e algumas obras de acessibilidade no local, como a instalação de pisos intertravado e de alerta.

A imagem escurece.

SOBEM OS CRÉDITOS:

JC OnLine
2007

Especial:
Limites, formação e trabalho
Imagens:
Julliana de Melo
Produção:
Julliana de Melo
Música:
Sundance (Kitaro)
Edição:
Gustavo Belarmino
www.jc.com.br

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