Vídeo com a imagem da estudante Rosemary Gonçalves. Ela está fardada, no jardim da casa dela. Usando a linguagem dos sinais, ela diz:
"Bom, dia. Antes, quando eu era pequena, eu pensava: eu vou estudar com ouvintes ou vou estudar com surdos?
Eu queria mesmo era estudar com surdos. Mas eu pensava também que eu precisava trabalhar. Eu tinha muita vontade de trabalhar. Aí minha mãe e meu pai ajudaram muito e eu pensei: vou estudar muito. Fiquei preocupada porque eu precisava trabalhar e fui fazer esse curso neste programa. Foi muito bom. Foi muito importante. Surdos e ouvintes. Estudamos todos juntos. Me ajudavam muito e eu sou muito feliz. Espero no futuro trabalhar.
Quando soube que eu era surda, minha mãe ficou meio triste. Achava que eu não ia estudar. Mas eu trabalho, saio à noite, me divirto. Eu sou feliz assim. Eu quero agora é me desenvolver. Estou com 21 anos, estou fazendo esse curso, e fico pensando: vou fazer qualquer coisa para me desenvolver.
Casar agora? Nao! Não quero casar agora não! No futuro, tenho vontade de fazer muita coisa no futuro. Casar, ter minha casa, eu gosto muito da minha família. Tenho minha irmã, tenho meu pai, que pergunta: não vai casar não? Eu penso: no futuro vou me casar sim."
Entra a imagem de Lauerberty Sousa, funcionário da CEM. Ele está no ambiente da fábrica onde trabalha. Também em linguagem de sinais, ele diz:
"Eu estudei e ficava pensando que eu precisava trabalhar. Então, fiz primeira, segunda, terceira, quarta e quinta série. Estudava de manhã. Eu era muito inteligente e passei bem até o ensino médio. Então eu quis trabalhar, e comecei a fazer o curso do Senai. Fui estagiar, voltei para trabalhar. Eu gosto muito. Acho que me desenvolvi bem.
Nos grupos de surdos da comunidade quando eu vou, eu sempre falo muito. Eu faço curso de língua de sinais. Eu sou instrutor. Então eu falo sempre do curso. Eu gostaria de fazer sempre mais. Pra ensinar, pra trabalhar, pra estagiar."
SOBEM OS CRÉDITOS:
JC OnLine
2007
Especial:
Limites, formação e trabalho
Imagens:
Gustavo Belarmino
Produção:
Inês Calado
Locução:
Inês Calado e Gustavo Belarmino
Tradução:
Lúcia Inês (Suvag)
Edição:
Gustavo Belarmino
www.jc.com.br