O vídeo começa com a imagem da funcionária do Bompreço Elaine Bening. Ela está sentada no seu computador, de onde fala:
"A época de escola para mim foi muito difícil, porque a gente quando é criança não entende muito as coisas, né? E os amiguinhos da gente ficam zombando de você, porque você tem aquela deficiência física, e eu fiquei um pouco traumatizada".
Surgem imagens de Elaine fazendo seu trabalho enquanto a voz segue:
"Mas foi o momento que eu fui crescendo, amadurecendo, mas tudo isso vai passando e você vai superando. Se superando. Foi difícil mas eu já superei".
Quando termina a imagem de Elaine, surge Jaitan Ferreira, funcionário da Coca-cola, que tem deficência física, em seu ambiente de trabalho:
"Deus me deu uma habilidade, independente de eu ter essa deficiência, que praticamente eu não sinto falta da mão que eu não tenho. Ela me supre normalmente, tanto é que quando eu vim fazer o teste aqui, era digitação. E minha chefe, depois que eu entrei, ela disse: ficamos admirados porque você só tem uma mão e vimos a rapidez com que você digita".
Entram imagens de Jaitan digitando e falando ao telefone, enquanto sua voz segue no vídeo:
"Aí em todo lugar que eu passo, todo mundo observa isso e diz 'eu tenho dois braços e não digito tão rápido como você que tem uma só. Mas é o tempo. A prática vai ensinando a você a ter a habilidade com o que você está fazendo", afirma.
Corta para a imagem de Vinícius Coimbra, que é deficiente auditivo médio, ou seja, consegue fazer leitura labial e falar. Ele também é funcionário da Coca-cola e está sentado na sala de reunião da empresa:
"Aprendi a ir atrás, batalhar, conquistar o seu espaço. Mostrar que é capaz. Tenho uma deficiência menor em comparação a dos meus colegas, tenho uma perfeita dicção, falo bem. Por isso não precisei aprender libras, apesar de ser importante para interagir com meus colegas, portadores de deficiência auditiva. O portador de deficiência tem capacidade de trabalhar normalmente", declara.
Aparece então a imagem de Gabriel Sabóia, que é ex-jovem aprendiz e tem Síndrome de Down.
"Eu vou para o meu e-mail, converso com meus primos, vou para o meu orkut. Quero me desenvolver para ter uma nova vida e começar no meu trabalho. Quero ser professor de física, de química..."
Nesta hora, Elaine Bening volta a aparecer e fala sobre a lei de cotas:
"A deficiência eu creio que está na nossa cabeça ou na cabeça do ser humano, porque eu acho que o que vale é a pessoa. E a gente tem que acreditar que temos capacidade sim, desde que se esforce e busque algo mais, porque o mercado está muito aberto pra gente, até porque as leis cobrem o deficiente e abrem as portas pra gente. Então não vale a pena ficar em casa só recebendo aquele dinheiro não. Você tem que buscar algo mais no seu trabalho que é muito bom e enriquece profissionalmente, psicologicamente e emocionalmente também. O ego vai lá pra cima quando você está trabalhando. Eu pelo menos gosto demais do que eu faço. Sou muito feliz no meu trabalho. Tenho muita capacidade e mostrei isso para o meu chefe e eles acreditam muito em mim.
A música sobe e então entram as imagens de Gabriel entregando um relatório no escritório onde trabalha. Ele dá tchau, fecha a porta, e termina o vídeo.
SOBEM OS CRÉDITOS:
JC OnLine
2007
Especial:
Limites, formação e trabalho
Imagens:
Gustavo Belarmino
Isabelle Figueirôa
Produção:
Isabelle Figueirôa
Edição:
Gustavo Belarmino
www.jc.com.br