Lixão da Muribeca chega ao limite em 2008 O Lixão da Muribeca está com os dias contados. Com 40 dos 62 hectares já tomados pelos dejetos vindos do Recife e Jaboatão formando montanhas de 35 metros, o Aterro de Resíduos Sólidos da Muribeca vai chegando ao seu esgotamento. Calcula-se uma sobrevida de, no mais tardar, três anos. Até lá, todos os caminhos que existem entre as toneladas de lixo devem ser preenchidos e estes altos vão ganhar mais dez metros, chegando a uma altura máxima de 45 metros.
"É preciso um novo aterro. A vida útil deste está acabando", diagnostica o engenheiro civil Paulo Padilha, que trabalha no Lixão da Muribeca. "Por segurança e estabilidade, o lixão chega ao seu limite", corrobora Eduardo Maia, integrante da Associação Tecnológica de Pernambuco (Atepe), órgão vinculado à Universidade Federal de Pernambuco que monitora o lixão e que elabora o projeto do aterro sanitário que dará lugar ao Lixão da Muribeca.
Calcula-se que exista atualmente no lixão um total de 10 milhões de toneladas de lixo - algo como 8.700 vezes o peso do Cristo Redentor. Diariamente, esse material cresce o equivalente a mais duas imagens e meia do Cristo, com a chegada de caminhões trazendo resíduos das duas cidades, numa média de 600 despejos diários. A área é dividida por células de 40 mil m², formando montes. Conforme o lixo é depositado, o trator vai compactando esse material em meio aos catadores que cercam cada descarrego. A cada cinco metros de dejetos, é posta uma camada de barro de até vinte centímetros. Quando
se está sobre uma dessas montanhas de lixo, sente-se o
chão tremer ao movimento dos caminhões. Por causa da instabilidade, é proibido
construção no local, como também não há árvores
frutíferas, devido à possibilidade de contaminação
dos alimentos. "O solo está contaminado", afirma o ambientalista
e consultor em resíduos sólidos, Bertrand Sampaio de Alencar. |
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