Prefeitura: licitação para tratar lixo no Recife

Dílson Peixoto defende separação dos dejetos no Recife

O futuro do lixo no Recife vai mudar. Além de dois projetos de aterro sanitário - um público e outro privado - já em análise, a Prefeitura da Cidade do Recife anuncia para o primeiro trimestre de 2006 a abertura de licitação para uma iniciativa mais abrangente e que tem, como ponto principal, o tratamento inicial do lixo em território recifense (o Lixão hoje existente e os projetos são todos na vizinha Jaboatão dos Guararapes).

"A intenção do prefeito (o petista João Paulo) é dar um tratamento civilizado e digno ao lixo. Não é possível continuar com este tratamento rudimentar", afirma o secretário de Serviços Públicos do Recife, Dílson Peixoto. "Queremos um modelo tecnologicamente avançado, que atenda à questão social dos catadores e à parte econômica, com geração de energia, reduzindo custos da cidade com o lixo". O secretário espera ainda assegurar verba com a venda dos créditos de carbono e com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Ecológico (em Pernambuco, os municípios com ações ecológicas recebem ICMS 8% maior).

 O QUE É APROVEITADO
Calcula-se que 30% do lixo são passíveis de reaproveitamento.
No Brasil, é de pouco mais de 2% a média nacional de reaproveitamento do lixo.
No Recife, a Emlurb calcula que 2% do lixo é reaproveitado.

Segundo explica, a idéia é que uma empresa - particular ou não - crie um projeto no qual a coleta dos dejetos passíveis de reaproveitamento seja já realizada em grandes centrais de triagem instaladas no Recife. A intenção é que cada uma das RPAs (Regiões Político-Administrativas na qual é dividida a cidade) tenham uma central moderna, onde os catadores farão a seleção do material. "Deve ter uma tecnologia que não exale odor", explica. O projeto deverá também contemplar um aterro sanitário - local que abrigará, de acordo com Dílson Peixoto, o restante do lixo depois da triagem. E, nesse caso, não importará a localização do empreendimento.

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