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Empresa paulista quer instalar aterro privado na Muribeca
O Grande Recife pode ganhar um Aterro Sanitário particular. A proposta é da empresa S.A. Paulista, que já apresentou projeto na CPRH e realizou audiência pública em Jaboatão dos Guararapes em outubro. Orçado em R$ 10 milhões, o Aterro Sanitário de Resíduos Sólidos Domiciliares deve ocupar uma área de 60 hectares também localizada na Muribeca, próxima ao já existente Lixão da Muribeca. "É um empreendimento totalmente privado e ambientalmente correto que o Recife não tem", afirma, categórica, a gerente de Comunicação Corporativa, Roberta Rocha. Segundo ela, a intenção é atender os grandes geradores - clientes industriais e comerciais, apesar do nome do aterro citar "resíduos sólidos domiciliares". E o lixo domiciliar? "Se as Prefeituras quiserem usar o aterro, serão bem-vindas", comenta a gerente. Dessa forma, esclarece, Muribeca poderá contar com dois aterros - um municipal e outro privado. Roberta admite que, sendo um aterro particular, não deverá existir catadores no local. "Eles fizeram o estudo ambiental sem fazer o estudo de impacto social", critica a psicóloga Socorro Silvério, responsável pelo setor social do Lixão da Muribeca. A gerente da S.A. Paulista assegura, no entanto, que, se as Prefeituras de Recife e Jaboatão dos Guararapes começarem a usar o aterro, "os catadores e a questão social serão discutidas de acordo com a história do lugar". No resumo do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) apresentado pela empresa em agosto deste ano, é citado somente a expectativa de "oferta de emprego para cerca de 150 pessoas durante a fase de instalação do aterro e 30 pessoas na fase de operação". EXPERIÊNCIA
- Fundada em 1951 e dedicada à construção pesada,
a S.A. Paulista implantou e opera, desde 2003, o aterro sanitário
de Nova Iguaçu, na Região Metropolitana do Rio, que recebe
diariamente 1.100 toneladas de dejetos. Segundo Roberta Rocha, a grande
maioria dos cem catadores que atuavam antes no lixão da cidade
foi reaproveitada. "30% atuam na operação do próprio
aterro, 30% foram para o trabalho de reciclagem da prefeitura e 30%, empregados
indiretamente em empresas que atuam nessa área". |
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