
Segundo o presidente da EMTU, Dílson Peixoto, em fevereiro ou março de 2008, o Consórcio Metropolitano de Transporte será implantado efetivamente. "Será um salto de qualidade grande", garantiu. Confira, abaixo, a íntegra da conversa.
O diretor-executivo do Setrans/PE, Alberto Almeida, elenca as principais conseqüências da instalação do Consórcio Metropolitano no Grande Recife. Confira os principais tópicos.

Um assunto comum a 1,8 milhão de usuários que dependem diariamente do Sistema de Transporte Público de Passageiros (STPP) do Grande Recife promete virar alvo de discussão no primeiro semestre de 2008. É que esta é a previsão de implantação do Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM), que vai substituir a atual Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Neste especial, cinco grandes temas - acessibilidade, variedade de linhas x preço, segurança, turismo e lotação - serão analisados por quem mais entende do problema: os próprios passageiros.
Segundo o presidente da EMTU, Dilson Peixoto, em fevereiro ou março será instalando efetivamente o Consórcio. "Vamos dar um salto de qualidade grande, no momento em que as prefeituras com o Governo do Estado passarão a assumir efetivamente o novo órgão gestor, planejador e fiscalizador da Região Metropolitana do Recife. São grandes expectativas de uma parte já em curso e outras que serão iniciadas e com isso vamos ter construído o novo sistema de transporte da RMR". (ouça a íntegra da entrevista no box ao lado).
Para o diretor-executivo do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Setrans/PE), Alberto Almeida, o Consórcio irá possibilitar a integração das cidades, principalmente através do Sistema Estrutural Integrado (SEI). "Ele representa uma chance de criar uma rede inteligente e mais eficiente, buscando o pensamento conjunto. E quem ganha com isso é a população". Dentro desse projeto, estão previstas a criação de oito novos terminais. O da PE-22 já está em fase de obras. (Confira os principais tópicos da entrevista no box ao lado).
A reportagem procurou cinco personagens, cada um com um ideal de ônibus perfeito. Eles representam, aqui, o desejo da população por um sistema de transporte eficiente. Como é o caso do mecânico Welton Rodrigues da Silva, 23 anos, que teve o celular, carteira, mochila e aliança de casamento roubados. Ele foi "depenado" assim como cerca de 40 passageiros que usavam a linha Rio Doce/Príncipe. Passado um ano do episódio, o temor de usar o ônibus persiste. "Se falar que não tive medo de morrer, estaria mentindo", diz. Welton sonha com um ônibus seguro.
A falta de acessibilidade das vias e do transporte público é, para Leandra Cristina da Silva, 24 anos, a verdadeira limitação do seu crescimento pessoal e profissional. A cadeirante deseja que um dia todas as linhas de ônibus sejam acessíveis no Grande Recife.
Sentar em uma cadeira de qualquer ônibus da linha Candeias-Joana Bezerra é algo que o arquivista e universitário Ercio Campos não sabe o que é há um bom tempo. Isso porque ele pega todos os dias o coletivo lotado, uma realidade do transporte público oferecido na Região Metropolitana do Recife.
Já o bibliotecário Tiago do Nascimento, 28, que utiliza o ônibus Recife/Porto de Galinhas, com destino a uma das praias mais procuradas por turistas de todo o País, sonha com um coletivo que não parasse ao longo do percurso, com ar-condicionado, sistema de som, local seguro para bagagens e mais espaçoso. Ele ainda gostaria que a parada fosse segura e contasse com cobertas, bancos e informações sobre os horários da linha.
Por fim, conheça a história da recepcionista Paula Carolina Barbosa, 20, moradora de Paratibe, no município do Paulista, no Grande Recife, que trabalha em Santo Amaro e faz faculdade na Boa Vista, ambos na Zona Central do Recife. Por dia, a jovem pega seis ônibus, sendo dois pelo SEI, pagando em torno de R$ 10 de passagem. Para ela, o ônibus ideal seria um que a levasse direto para o trabalho e que ela pudesse ir sentada.