Ônibus que eu quero

Turismo nos ônibus

Conheça Melhor a Sua Cidade

Voltado para todos os idosos do Recife e tem como objetivo socializá-los, a partir do resgate da sua auto-estima, tirando-o do isolamento e aproveitando o tempo livre disponível. Os passeios são gratuitos, às quartas ou quintas, realizados em ônibus de turismo, com ar-condicionado e guias. A concentração acontece em frente ao edifício-sede da Prefeitura. Informações: 3232-8460 (de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h)

Recifense Praticante

Com o objetivo de estimular o recifense a viver a sua cidade. Foram desenvolvidos 27 roteiros pelas ruas e bairros do Recife, unindo informações histórico-culturais à dramaturgia. Os passeios são a pé ou de ônibus pelo centro do Recife. Roteiros: Marco Zero, Onde o Recife Começa; Dos Holandeses aos Mascates; Revolução e Fé; O Recife do Século XIX; O Coração do Recife; Da Boa Vista à Santa Cruz. A concentração acontece na Praça do Arsenal da Marinha. Informações 3232-8017 ou www.recifensepraticante.com.br

Fonte: Prefeitura da Cidade do Recife

Serviço

Conheça as linhas de ônibus que circulam pelo Recife e levam para pontos turísticos da cidade.

Veja onde encontrar informações e folders sobre os pontos turísticos do Estado:

Aeroporto- 3232-3594 (24 horas)
Centro de Convenções- 3427-8183 ( 8h às18h)
Praça de Boa Viagem- 3325-2204 (8h às 20h)
TIP
Casa da Cultura - (9h às18h)
Mercado de São José - 3232-2319 (8h às 18h)
Praça do Arsenal - 3232-2942 (8h às 20h)

Fonte: Secretaria Estadual de Turismo

turismo

Maratona para chegar em Porto de Galinhas

por socorro macedo

Centro do Recife, Boa Viagem, Aeroporto, BR-101, Prazeres, Ponte dos Carvalhos, Pontezinha, PE-060, Centro de Ipojuca, PE-038, PE-009, Nossa Senhora do Ó e, finalmente, Rua Esperança, em Porto de Galinhas. Se já é cansativo de ler para você, internauta, que está bem sentado, imagine para quem percorre todas essas paradas - e um pouco mais - em pleno domingo de sol a pino no ônibus Recife/Porto de Galinhas, rumo ao Litoral Sul do Estado. O destino - uma das mais belas praias do Brasil, distante 70 quilômetros da Capital - pode até compensar, mas o bibliotecário Tiago José do Nascimento, 28 anos, pensa duas vezes antes de colocar a prancha de bodyboard debaixo do braço, percorrer parte do Centro e Zona Sul do Recife, cruzar três municípios (Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca) e encarar duas horas de pinga-pinga num veículo sem ar-condicionado.

Antes de resolver se vai surfar em Porto, Tiago confere a tábua de marés do domingo e cruza os horários das ondas com os do ônibus Recife/Porto de Galinhas. "Se valer a pena ir e pegar uma boa onda, eu vou, mas quando não, acabo desistindo", conta o rapaz. A peregrinação de Tiago começa de madrugada, na casa dele, no Janga, em Paulista, Grande Recife. Ele acorda às 5h30, toma café e sai por volta das 6h para pegar o ônibus Pau Amarelo. O percurso até as proximidades da Avenida Dantas Barreto, no Camelódromo, dura cerca de 40 minutos. Ao descer do veículo, Tiago caminha 200 metros até a parada do Recife/Porto de Galinhas e espera de 30 a 45 minutos pelo coletivo. O bibliotecário chega em Porto de Galinhas, por volta das 9h30. "Já desisti várias vezes por causa da demora. Ele pára em vários lugares e demora muito em Prazeres, no Centro de Ipojuca e em Nossa Senhora do Ó. É muito cansativo", desabafou Tiago, que costuma sair de Porto por volta das 16h e chegar em casa, às 19h.

Além do pára-pára, Tiago reclama da falta de conforto do coletivo. "Não tem ar-condicionado e nem película nos vidros para impedir o calor. As cadeiras são muito apertadas e tem gente que vai em pé. Geralmente, isso acontece próximo ao Aeroporto, no início da viagem", diz. A pracha de bodyboard, uma aliada no mar, torna-se um empecilho no ônibus. "Preciso sempre subir com ela e carregá-la no colo, incomodando quem está ao meu lado. Existe um compartimento embaixo do ônibus, mas a prancha fica solta e jogada, podendo danificá-la", afirma. Com todos esses problemas, Tiago prefere pegar carona e dividir os custos da gasolina com os amigos ou alugar uma van. De carro, o bibliotecário gasta cerca de 1h20 para chegar em Porto e R$ 10 a R$ 15 para ir e voltar com conforto, quase o mesmo valor que ele paga em passagens (inteira, ida e volta). O ônibus Pau Amarelo custa R$ 2,45 (tipo B) e o Recife/Porto de Galinhas, R$ 5,45 (tipo F).

A falta de segurança e de abrigo na parada do ônibus Recife/Porto de Galinhas, no Centro do Recife, também preocupa o bibliotecário. "Não há um local para sentarmos e nem uma tabela com os horários dos ônibus. Aos domingos, o Centro está mais vazio e tem muito menino de rua circulando por aqui. A estrutura é muito diferente da que encontramos em Porto. Lá é mais organizado e me sinto mais seguro. Existem painéis com os horários, cobertura e bancos para sentar", relatou. De acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), a linha Recife/Porto de Galinhas opera aos domingos com nove carros que realizam 25 viagens, das 4h10 às 19h55, e percorrem 73 quilômetros do Recife para Porto. A assessoria de imprensa informou que os veículos circulam com uma velocidade de 39 quilômetros/hora, com intervalos de 20 a 45 minutos, e precisam atender a qualquer solicitação de parada. A assessoria explicou ainda que o itinerário é projetado para atender a demanda dos usuários. A empresa disse também que a instalação de ar-condicionado pode acarretar o aumento da tarifa. Em relação ao abrigo, a
EMTU informou em nota que enviará técnicos para averiguar as condições do local. Segundo a empresa, todas as paradas no camelódromo deveriam ser cobertas. Caso exista irregularidade, a EMTU se comprometeu em tomar as
medidas cabíveis.

"O ônibus do meu sonho seria expresso, com ar-condicionado, sistema de som, mais espaço entre as cadeiras e local seguro para bagagens, um veículo criado para turista e os usuários diários. Nunca vejo turistas no ônibus, acho que eles alugam van sem nem saber da existência do transporte mais barato. As paradas poderiam ser mais acolhedoras e seguras, com informações sobre os horários de saída. Parece que Recife não está preocupado com o turismo e nem com seus cidadãos, ao contrário de Porto", declarou.

inovação

Em 1994, a empresa Itamaracá colocou em circulação quatro ônibus com dois andares que circulavam por Boa Viagem, Recife Antigo e Centro da cidade. O público contava com lojas e lanchonetes no primeiro andar do veículo, que era aberto, sem ar-condicionado. A passagem custava cerca de R$ 10. "Desativamos a linha por falta de apoio logístico do município e do Estado. Tínhamos dificuldade de circulação na cidade porque o Recife tem uma fiação muito baixa e árvores imensas, sem podas. O projeto está sendo repaginado e deve voltar às ruas no primeiro semestre de 2008. Vamos conversar com os governos para que esses obstáculos sejam superados", disse o diretor-executivo da empresa Itamaracá, Gibson Pereira.

Projeto semelhante está engavetado na Secretaria Estadual de Turismo. A idéia é oferecer um ônibus de dois andares, parecido com o que está em circulação em Salvador, que passasse por pontos turísticos do Grande Recife. De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, o projeto está arquivado temporariamente por causa da troca de secretários da pasta e deve ser implementado até o final de 2008. Os usuários pagariam uma taxa simbólica. O valor não foi divulgado. Em Salvador, a taxa custa R$ 30. A assessoria informou ainda que não há um serviço de ônibus que leve a população ou o turista a pontos culturais e históricos do Estado. No âmbito do município, a Prefeitura do Recife conta com o Projeto Conheça Melhor a Sua Cidade e Recifense Praticante, que incentiva a população a conhecer as belezas e a história da cidade (veja ao lado).

Copyright © 2007 JC ONLINE | Sistema Jornal do Commercio de Comunicação - Publicado em 27.12.07