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SAÚDE PÚBLICA

Imip é referência também em tecnologia

Considerado top no País, o sistema utilizado pelo Imip permite um total rastreamento de dados em poucos cliques. No vídeo ao lado, gestores apontam as mudanças após a implementação dos softwares. Atendente de ambulatório conta como filas de espera foram reduzidas

Ângelo Lins, gerente de Tecnologia da Informação da Secretaria Estadual de Saúde, confirma que o órgão está em contato com grandes empresas de TI em gestão hospitalar no Estado com o intuito de modernizar ainda mais o serviço prestado à população. Entre as procuradas, está a MV Sistemas, empresa gaúcha com sede no Recife há 20 anos, que elaborou, em 1998, o MV 2000. O sistema, referência em gestão hospitalar, é utilizado por mais de 30 mil médicos em todo o País e reúne a tecnologia Oracle em desenvolvimento de sistemas e conceitos de administração hospitalar. Paulo Magnus, presidente da MV, diz que, nos últimos três anos, a área de saúde - não só privada, mas também a pública - está investindo muito na gestão hospitalar. "Um bom sistema de regulação ajuda a distensionar as grandes emergências, integrar as áreas e ganhar produtividade. A TI, para os centros hospitalares do governo, é tão importante quanto a aquisição de um tomógrafo", compara Magnus.

Entidade de natureza pública, o Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira - Imip, localizado no bairro da Boa Vista, no Recife, deixou de ser centro de referência apenas em pediatria e angariou para seu currículo o destaque nacional em TI. Atuando com o MV 2000 há seis anos (assim como o hospital estadual Otávio de Freitas, em Tejipió, zona oeste da capital), o Imip consegue, com alguns cliques, rastrear os gastos com um paciente, os exames solicitados por determinado médico e o motivo do aumento nos custos de qualquer departamento. Com quatro links de internet, 18 servidores e um nobreak, além de 650 computadores e terminais usados por 1.500 usuários, a TI do Imip hoje funciona em um andar inteiro da entidade, onde 13 pessoas alimentam um sistema que dá vida e saúde aos mais de 600 mil pacientes que por lá circulam ao ano.

O diretor de Tecnologia da Informação do Imip, Marcio Moraes, explica que o programa escolhido pelo instituto é capaz de integrar os diversos setores por completo. "Rastreamos tudo: quantos dias o paciente ficou internado, por quais clínicas passou, que exames fez, quais medicamentos precisou. Quando o médico faz um atendimento, gera consumo dentro do estoque da farmácia, custo na clínica. Isso vai sendo agregado automaticamente pelo sistema, que dá um controle efetivo de tudo. Sem falar na velocidade de recuperação de uma informação. Antes era preciso esperar semanas para chegar a um dado, hoje demora, no máximo, de 24h a 48h." Segundo Moraes, a economia se torna explícita. "Essas informações também nos fornecem subsídios para mostrar ao SUS que os valores repassados por alguns procedimentos têm valor mais baixo do que deveria."

Com grandes atualizações anuais (que trazem novas funcionalidades ao sistema) e pequenas mensais, o MV 2000 colocou o Imip num rol de informatização que inclui hospitais de Norte a Sul do País e cuja maioria é do setor privado. "Em gestão hospitalar, não ficamos atrás dos grandes. A TI foi responsável pela alta performance, crescimento no volume de pacientes e rapidez nas informações que hoje temos", afirma Moraes.

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Se não tivéssemos atingido este nível de informática, não teríamos crescido tanto e na velocidade que conquistamos
Marcio Moraes, diretor
de TI do Imip


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Publicado em 31.07.08 - Copyright © 1997- 2008, JC OnLine - Recife - PE - Brasil. - HTML e CSS válidos