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Entrevista / Jorge Côrte Real
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Alternativa para jovens e adultos que estão fora da faixa etária

Utilizandometodologia defendida por Paulo Freire, adaptada para o trabalhador da indústria, o Sesi forma alunos nos ensinos fundamental e médio através do supletivo

Estudantes que pararam de estudar durante algum tempo ou mesmo aqueles que não se adaptaram ao ensino regular e por isso foram reprovados ficando fora da faixa etária, têm a oportunidade de concluir os ensinos fundamental e médio com a Educação de Jovens e Adultos (EJA) oferecida pelo Sesi. As aulas são realizadas no Centro de Ensino Supletivo, nos Centros de Atividades (CATs) e em algumas empresas que têm convênio com a instituição. Todos os programas de educação estão afinados com a idéia de responsabilidade social.

Paulo Freire

Paulo Freire, que foi funcionário do Sesi, defendia uam educação transformadora

A entidade trabalha no sistema modular, com a metodologia de Resoluções Educacionais Criativas (REC). O aluno que pretende concluir o ensino fundamental cursa quatro módulos em dois anos e o que quer terminar o médio, três módulos em um ano e seis meses. De acordo com a supervisora pedagógica do Centro de Ensino Supletivo, Noêmia Medeiros, muitos chegam às unidades de ensino com a auto-estima baixa. "Trabalhamos essa característica e incentivamos o aluno a construir o conhecimento de forma crítica, como defendia Paulo Freire", enfatiza. Se estivesse vivo, Freire teria completado 85 anos no último dia 19. O educador ficou conhecido por lutar contra o tradicionalismo no ensino e acreditar na educação como instrumento transformador. Luciane Barbosa, 35 anos, é estudante do primeiro módulo do Centro de Ensino Supletivo. Ela parou de estudar em 1985, quando cursava a 7ª série e há cerca de dois anos matriculou-se no supletivo. "Aqui não faltam professores e tenho à minha disposição salas com boa estrutura física e materiais para estudo, como os livros da biblioteca", diz.

Luiz Pedrosa

Pedrosa apoia método que leva ao senso crítico

O professor de história Luiz Pedrosa, diz que a experiência de trabalhar com turmas heterogêneas não atrapalha o desenvolvimento dos conteúdos. "Faço uma sondagem no início do semestre para conhecer as dificuldades e o nível de conhecimento de cada aluno. A partir daí, escolhemos os conteúdos e desenvolvemos as aulas valorizando os conhecimentos prévios de cada um."

Pedrosa acrescenta que nas aulas realizadas no trabalho ele tem mais liberdade para usar a metodologia que incentiva o senso crítico. "Procuro associar cada assunto ao dia-a-dia deles. Numa aula sobre Revolução Industrial falo sobre a jornada de trabalho anterior à revolução, cito fatos como os de mulheres que trabalhavam sem remuneração e peço para que os alunos comparem com suas condições de trabalho", explica.

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