Sol à flor da pele

ABCD do câncer de pele

Uma forma simples para analisar os sinais do seu corpo e perceber alguma alteração é usar a regrinha do ABCD.
Assimetria
As lesões cancerígenas são tipicamente irregulares no formato
Borda
Bordas irregulares, sombreadas.
Cor
Observe se o sinal tem sombras puxando para o marrom ou preto ou variações de cores
Diametro
Peça a um dermatologista para observar sinais com diâmetros superiores a 6 milímetros

Opções de proteção solar

Coppertone Sport
FPS 48
R$ 22,28*
Episol Ultra Loção Oil Free
FPS 50
R$ 66,50*
HelioBlock
FPS 40
R$ 62,32*
L'Oréal Ativo Anti-Rugas
FPS 50
R$ 44,90*
Natura Emulsão Protetora Hidratante
FPS 30
R$ 26,50*
Nivea Sun Light Feeling
FPS 30
R$ 22,10*
Spectraban Ultra
FPS 30
R$ 44,80*
Sundown
FPS 50
R$ 29,90*
SunMAX
FPS 60
R$ 69,39*
Preço médio pesquisado em dezembro de 2007

PREVENÇÃO

Um inimigo que pode ser evitado

por Gustavo Belarmino
Do JC OnLine

Os dermatologistas são unânimes: o uso adequado do filtro solar é a principal forma de prevenir o surgimento do câncer de pele. Mas não é a única. "O que causa 90% dos cânceres de pele é a exposição excessiva e crônica ao sol", reforça o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Nordeste, Emerson Andrade. Se para o brasileiro é quase impossível fugir da atração que a praia exerce durante a estação mais esperada do ano, a dica é respeitar algumas normas.

O cuidado com a pele deve começar cedo. Aos seis meses de idade, a criança já deve sair de casa protegida para ir à praia e até mesmo à escola, onde termina ficando exposta ao sol na hora do recreio. É importante ressaltar que a reaplicação do filtro solar deve ser ainda mais freqüente e o fator de proteção (FPS), mais alto. "É importante não descuidar das crianças, porque a incidência de raios ultra-violeta está muito maior atualmente. Até por isso temos percebido a ocorrência de câncer de pele de forma muito mais precoce", adverte o médico.

Os filtros solares funcionam como uma proteção química, reagindo com a pele e amenizando os efeitos nocivos dos raios UVA e UVB. A tendência atual é recomendar o uso do produto com o FPS acima de 30, diariamente, faça chuva ou sol. "O câncer de pele não só vem com a exposição eventual na praia ou na piscina. Desde manhã cedo já existe radiação UVA e isso não deixa de ser perigoso", destaca a dermatologista Simone Mendonça, chamando atenção sobre a importância da consulta ao médico para saber qual tipo de filtro solar usar. A especialista diz que nem sempre aqueles produtos disponíveis nas gôndolas dos supermercados e farmácias são os mais indicados.

Aliado à proteção química está o uso de roupas e acessórios adequados, alguns deles já com aplicação de filtro solar à trama do tecido. É importante para quem vai se aventurar em um passeio ao sol usar chapéus de abas largas, bonés e óculos de sol com proteção UVA e UVB. "O período em que as sombrinhas deveriam ser mais utilizadas é o verão", destaca Simone. Mesmo com todos os apetrechos, filtro solar nas áreas expostas e dentro do horário permitido, os especialistas desaconselham ficar muito tempo ao sol.

Outra dica imporante é conhecer o próprio corpo. Os médicos recomendam fazer o auto-exame, procurando sinais ou qualquer tipo de alteração na pele e, tão logo detectada, procurar um médico dermatologista, o profissional adequado para o diagnóstico. Se necessário, o profissional pode pedir um mapeamento dos sinais, que consiste na análise das manchas suspeitas e identificação da necessidade ou não de remoção delas. A professora Elena Figueiredo, 47 anos, sabe bem a importância de conhecer os próprios sinais. Filha de pais que desenvolveram a doença, conviveu desde muito jovem com o câncer de pele. "Posso dizer que a doença sempre fez parte da minha vida, hoje me considero uma especialista", brinca a professora, que teve detectada a primeira lesão, um carcinoma basocelular, aos 25 anos e, desde então, já precisou retirar outros 11 tumores.

Elena reconhece que, mesmo tendo casos na família, se descuidou da prevenção. Por ter pouca melanina, substância presente na pele que funciona como coadjuvante na proteção, a professora se tornou uma forte candidata ao aparecimento das lesões. O fator genético é outro determinante para que as pessoas redobrem o cuidado com a proteção da pele. De acordo com os dermatologistas, pessoas brancas, com casos de câncer de pele na família tem uma maior predisposição à doença. "O risco de novas lesões aumenta entre aqueles que já têm histórico pessoal de câncer de pele", afirma o médico Emerson Andrade.

Para o auto-exame, o ideal é se despir diante de um espelho grande, em um local bem iluminado, e observar o corpo inteiro. "Do couro cabeludo ao dedão do pé é tudo pele e precisa ser examinado", observa Andrade. É importante verificar áreas como orelhas, tórax, pernas, costas, pênis, testículos, face, pescoço, nádegas, virilhas e até a unha. "Uma manchinha preta por baixo da unha precisa ser investigada, pois pode ser um melanoma". Para áreas de difícil observação, os médicos recomendam pedir ajuda ao parceiro.

fuja deles

Será que vale qualquer coisa para garantir aquela "marquinha de sol"? A resposta é 'não' se você pensar que, no futuro, as queimaduras sucessivas de tantos verões podem desencadear um câncer de pele, entre tantas outras doenças relacionadas à exposição inadequada ao sol. Os especialistas são mais do que taxativos quanto ao uso de óleos bronzeadores, substâncias caseiras e câmaras de bronzeamento. "É uma agressão", diz o médico Emerson Andrade, enfatizando que os adeptos do bronzeamento artificial correm um risco dez vezes maior de desenvolver a doença, devido à alta exposição à radiação dos raios UVA presentes nestes equipamentos.

Copyright © 2007 JC ONLINE | Sistema Jornal do Commercio de Comunicação - Publicado em 21.12.07