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Ataque
Bombeiros
registraram treze ataques no local em doze anos
Publicado em 01.03.2004 no JC
O local onde ocorreu o ataque, ontem à tarde, é
considerado um dos mais perigosos e de maior risco para ocorrência
de tubarão. De 1992 para cá, o Corpo de Bombeiros
já contabilizou 13 ataques de tubarão na
Praia de Piedade. Em toda a costa pernambucana, foram
totalizadas
46 ocorrências no mesmo período.
Os casos mais recentes em Piedade foram registrados em 2002.
O comerciante Luiz Soares de Arruda, 36 anos, desapareceu
depois de atacado por um tubarão no dia 14 de outubro
de 2002. Ele estava tomando banho com os dois enteados, Emerson
Santana, 14, e Emanuela Santana, 10, quando foi atacado pelo
animal. O corpo da vítima nunca foi encontrado.
Um
mês antes dessa ocorrência, em 16 de setembro
de 2002, o estudante Fabrício Carvalho, 19, também
estava tomando banho na praia com um grupo de amigos nas proximidades
da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, quando foi atacado
por um tubarão. Encaminhado ao Hospital da Restauração
(HR), onde foi atendido, ele teve a perna esquerda amputada
por causa do tamanho da lesão.
Em
julho do mesmo ano, o estudante Mário César
Carneiro da Silva, 22, perdeu a mão e parte do antebraço
direito depois de ser atacado por um tubarão. O caso
ocorreu nas proximidades do Hospital da Aeronáutica
enquanto Mário surfava.
Devido
a esses três ataques, o Corpo de Bombeiros determinou,
na época do desaparecimento de Luiz Soares, a instalação
de placas alertando sobre o perigo de tubarão na orla
de Piedade. Indignado com a medida, o prefeito de Jaboatão
dos Guararapes, Fernando Rodovalho, ameaçou pôr
abaixo a sinalização alegando que o aviso iria
afugentar os turistas e quebrar a economia do município,
o que acabou não ocorrendo.
INTERDIÇÃO Mesmo com as placas, há
quem defenda a interdição das áreas de
risco de tubarões. É o caso da médica-legista
Sueli de Arruda. Ela, que estuda os ataques de tubarões
na costa pernambucana desde 1995, diz a proibição
seria a única forma de impedir que novos ataques ocorram
nas áreas de registro de tubarão. Claro
que isso não deveria ser feito de maneira aleatória.
O Governo deveria instituir uma comissão de estudo
para mapear as áreas onde houveram lesões fatais
no Estado. Infelizmente, não se consegue impedir a
entrada de pessoas na água apenas com placas informativas.
As pessoas ainda teimam em entrar no mar. Na Austrália,
existem praias que foram proibidas para banho devido a problema
semelhante, diz Sueli.
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