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Ataque de tubarão
Legista ajuda comitê a esclarecer mortes. Cemit contesta número
Publicado em 17.10.2006 no JC

Para evitar novas dúvidas sobre a confirmação de mortes causadas por ataque de tubarão no Estado, o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit) decidiu convidar um médico-legista para o próximo encontro do grupo. A decisão, tomada em reunião ordinária realizada na tarde de ontem, se deu por causa das discussões em torno do óbito do soldado da Aeronáutica Darlan dos Santos Luz, 20 anos.

A suspeita inicial era de que o jovem seria mais uma vítima de ataque, já que laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife afirma que o soldado teria levado uma mordida ainda com vida. No entanto, o Cemit não considerou a morte como ataque de tubarão. Diversas testemunhas garantiram que o rapaz faleceu em decorrência de afogamento.

O presidente do comitê e pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Fábio Hazin, afirmou que não tem dúvidas de que o afogamento ocorreu antes da mordida. “Não estamos contestando o laudo nem queremos reduzir o número de ataques. Mas já houve alguns casos em que o IML considerou afogamento e contabilizamos como ataque de tubarão. Mas no caso de Darlan foi afogamento”, garantiu.

Com isso, o Cemit continua trabalhando com 50 ocorrências de mortes causadas por incidentes com tubarões, desde 1992, em Pernambuco. “Iremos trazer um especialista para tirar algumas dúvidas. Uma delas é até quanto tempo depois de morrer uma pessoas pode receber uma mordida e parecer que ela ocorreu com vida”, explicou.

Darlan tinha sido visto pela última vez no dia 3 de setembro, na praia, nas imediações do Recife Palace Hotel, na Avenida Boa Viagem, em companhia de dois amigos. O corpo foi achado próximo ao Edifício Acaiaca, na mesma avenida.

Quatro pessoas foram vítima de ataques este ano, três delas morreram. Apenas um dos que faleceram era surfista: Humberto Pessoa Batista, no dia 18 de junho.

O acidente envolvendo Humberto Batista foi o primeiro na Praia Del Chifre, em Olinda, na Região Metropolitana.

O lugar, inicialmente proibido para o surfe, depois teve a prática do esporte liberada. Após a morte, a proibição voltou a valer.


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