| NO
MAR
Rotina
no Sinuelo serve de lição aos estudantes
Publicado em 24.08.2006
Do
JC OnLine
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| Tripulantes
aprendem que trabalho em equipe é essencial |
A
estudante de engenharia de pesca Dimonique Bezerra, 21 anos,
era a única mulher do grupo embarcado nesta expedição
do Sinuelo. De touca no cabelo, foi a responsável pela
preparação do café-da-manhã e
do almoço. "O cozinheiro ficou doente, terminou
sobrando para mim". Assim como Dimonique, todos no barco
precisam assumir as mais diversas funções -
inclusive o trabalho pesado. A estudante, que se considera
uma veterana no mar, está envolvida no trabalho desde
2004, quando embarcou pela primeira vez. "No começo,
foi difícil. Meu pai teve que ir ao laboratório
saber do que se tratava a expedição e vir um
dia comigo no barco", relembra.
De
lá para cá já foram mais de 20 viagens.
As primeiras, como voluntária, até que
alcançou
o posto de chefe de expedição ,
posição que em que são necessárias
experiência e disciplina. No barco, é responsável
por passar o conhecimento sobre as técnicas de pesca
aos novos tripulantes e também preparar o relatório
da pesquisa. O estudante Daniel Almeida, 22, é um
entusiasta da vida no mar. "No primeiro embarque,
eu vi de tudo. Tartaruga, golfinho, subiram duas ciobas
grandes. Deu até
para comer pirão de peixe", brinca. Mas ele também
diz que o começo não é fácil.
"Tem gente que enjoa; dormir no balanço do mar
é complicado. Mas a única coisa que você
não gosta mesmo a princípio é o trabalho",
comenta.
| Conheça
a tripulação do Sinuelo |
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Paulo
Emídio de Souza
Capitão do Sinuelo, 40 anos trabalhando no
mar |
Marcos
Antônio da Silva
Pescador, atua há 17 anos na profissão
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Dimonique
Bezerra
Chefe de expedição, estudante do
Curso de Engenharia de Pesca
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Daniel
Almeida
Voluntário, estudante do 5º período
do curso de engenharia de pesca
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Jorge
Thiago Pinheiro de Carvalho
Voluntário, estudante do 2º período
do curso de engenharia de pesca
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Daniel
Voluntário, estudante do curso de agronomia
da UFRPE
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Enjoar
não foi problema para o estudante Jorge Pinheiro de
Carvalho, 20. No segundo período do curso já
contabiliza sua segunda expedição. "Sempre
gostei de pescar, então aqui é como se estivesse
de férias", conta, aproveitando a hora vaga para
pescar com vara. Paulo Emídio de Souza, ou simplesmente
Seu Paulo, é o capitão do Sinuelo. Trabalhando
há 40 anos no mar, se considera o maior responsável
pelos estudantes. "Eles não me dão trabalho.
Mas fico preocupado, porque não têm experiência
com anzol, não têm equilíbrio, fico tomando
conta de todo mundo". E a turma tem muito respeito pelo
lobo do mar. Em suas histórias de pescador, conta que
o maior tubarão que pescou foi um cabeça-chata
de mais de três metros de comprimento. "Para comprovar
que é verdade, a arcada dentária dele está
lá na universidade", certifica.
Passar
os cinco dias no mar, em convívio constante com tantas
pessoas diferentes e de tantos lugares - estudantes de várias
instituições do Brasil e exterior vêm
conhecer o dia-a-dia do projeto - termina sendo uma grande
experiência para os grupos que se revezam no Sinuelo.
Dimonique diz que mudou bastante depois da experiência.
"Ficamos tristes, ficamos felizes, e observamos que precisamos
de muito pouco. Aqui fazemos novos amigos, construímos
uma nova família". (G.B.)
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