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Anjo
Duro
Uma
correspondência efervescente, que discute os detalhes escondidos
e incompreensíveis da mente humana, como eles interferem
no dia-a-dia. Além disso, o debate sobre a dificuldade de
o pensamento lógico interagir com a abstração
da insanidade de um homem. O conteúdo das cartas trocadas
entre a psiquiatra Nise da Silveira e o filósofo Spinoza
são o ponto de partida para o enredo de Anjo Duro,
uma peça dirigida por Luiz Valcazaras.
O
espetáculo, que estreou no 9º Festival de Teatro de
Curitiba, em março deste ano, marca a volta aos palcos da
atriz Berta Zemel, depois de 25 anos. O texto, também de
autoria de Valcazaras, conta a história de Nise da Silveira
e resgata o trabalho feito pela psiquiatra, sua revolução
pessoal no tratamento das doenças mentais. Nise aboliu o
uso do eletrochoque e da camisa de força e introduziu as
manifestações artísticas como método
alternativo de acompanhamento de pacientes esquizofrênicos.
A
concepção da peça começou há
dois anos e vem sendo amadurecida desde então. O público
pode conhecer, além do aspecto profissional da doutora Nise,
situações da vida pessoal e a forma de pensar da psiquiatra.
O monólogo aborda a convivência da médica com
seu pai, os anos na Faculdade de Medicina - onde era a única
aluna numa turma de 157 estudantes - e a prisão durante o
Estado Novo, entre outros pontos.
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