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Happy
End
A
época: Estados Unidos em 1929, antes do crash da Bolsa de Valores
de Nova Iorque. O cinema ganhava som, Hollywood deixava de ser mero
entretenimento para ditar costumes, a Lei Seca servia como mote para
os então recém-nascidos filmes sobre gângsters.
É dentro desse espírito que nasce a comédia romântica-musical
Happy End, texto de Elisabeth Hauptmann e letras de Bertolt
Brecht.
A
peça narra um embate entre os gângsters e o Exército
da Salvação, outro ícone da cultura norte-americana.
Levando-se em consideração que o texto data do início
do século, é admirável sua atualidade com a
realidade vivida nesta virada de milênio - especialmente no
que diz respeito às demonstrações de violência,
fé e comercialização do corpo e do espírito
presentes na encenação.
As
canções entoadas e executadas pelos próprios
atores foram escritas por Bertolt Brecht e musicadas por Kurt Weill.
O trabalho do grupo Folias D'arte Produções Artísticas
e Culturais, sob a direção de Marco Antônio
Rodrigues, mostra sua ligação ao espírito mambembe
- com atores que cantam, dançam, interpretam e tudo o que
mais for necessário - e também com a consciência
de que o palco serve como ponto de encontro de discursos e pensamentos
semelhantes ou distintos, convergentes ou díspares.
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