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O
Homem que Sabia Português
O
mundo do teatro tem dessas coisas. A simplicidade e proposital ingenuidade
- aliadas ao extremo profissionalismo - arrancam os aplausos mais
merecidos e calorosos do público.
Tem sido este o rastro que a opereta O Homem que Sabia Português,
da Companhia Burlantins e com direção de Chico Pelúcio, tem deixado
por onde passa.
A peça conta a história do professor Barreto, interpretado por Maurício
Tizumba, que está cansado de viver só. Por esse motivo ele coloca
um anúncio no jornal para conseguir uma pretendente.
Um acaso do destino faz com que uma doméstica, chamada Cráudia (interpretada
por Thays Garayp), bata à porta do professor. Ele fica encantado
com o jeitão da mulher. Mas, de repente, chega a verdadeira pretendente,
Lígia (Regina Spósito) uma moça fina, mas que não controla a língua
na hora de falar palavrões.
A despretensão da trupe, aliada ao preciosimo das músicas, faz com
que o público se envolva de forma que não sinta o tempo passar.
Nas entrelinhas, o tênue contraste, quase imperceptível quando se
fala em conjunto, das músicas líricas com as populares, que conservam
o tom brejeiro das operetas de rua. Ao final, fica a vontade de
ver mais e mais.
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