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Família
de Valdemar de Oliveira recebe homenagem na abertura do III Festival
Recife do Teatro Nacional
"Tenho certeza de que meu pai está muito feliz e orgulhoso
com tudo isso, lá em cima de sua nuvem". Foi com essa
frase que o médico e ator Reinaldo de Oliveira, 70 anos,
filho do homenageado da noite, recebeu, das mãos do representante
da Prefeitura do Recife, o secretário de Cultura, Sérgio
Saldanha, uma placa comemorativa aos 100 anos de Valdemar de Oliveira.
Assim, estava oficialmente aberta a terceira versão do Festival
Recife do Teatro Nacional.
A solenidade de abertura aconteceu em um Teatro do Parque lotado,
nesta quinta-feira à noite. Com um pequeno atraso de 30 minutos,
o responsável pelo cerimonial chamou ao palco dois dos filhos
do teatrólogo para receber a homenagem. No discurso de agradecimento,
bastante emocionado, Reinaldo lembrou os 60 anos de atividade do
Teatro Amador de Pernambuco (TAP) e citou a grande família
que faz parte do grupo ao longo da sua existência, a exemplo
da dama do teatro pernambucano, Geninha da Rosa Borges.
Reinaldo falou dos 32 anos da montagem escolhida para abrir o evento,
Um Sábado em 30 (texto de Luiz Marinho), e ressaltou o trabalho
da atriz Maria Paula, como Sá Nana. "Paula incorpora
a personagem com uma semelhança interpretativa e física
que chega a emocionar", disse, referindo-se à Diná
de Oliveira, mulher de Valdemar de Oliveira e dona do papel por
muitos anos.
Em entrevista ao JC OnLine, Reinaldo de Oliveira disse que
tinha certeza de que o pai, se estivesse vivo, estaria muito feliz
com o evento. "Eu acho que ele nunca tenha se sentido tão
satisfeito com a classe artística. Ele amou fazer teatro
e fez do teatro a sua vida."
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