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Quadrilha diverte público no Pátio de São Pedro

Renata do Amaral
Do JC OnLine

A apresentação de "Quadrilha, um romance sertanejo" reuniu mais de cem pessoas no Pátio de São Pedro. A escolha foi acertada: trata-se de uma peça leve e ingênua, perfeita para uma tarde de domingo. Muitas crianças estavam na platéia, inclusive, e se divertiram com o clima de circo e os dezenove atores da Troupernas de Pau e Teatro montados em pernas de pau.

"Quadrilha" conta a história do romance entre Zé Bebelo, que não queria se casar por nada nesse mundo, e Quitéria, filha do coronel e a moça mais rica da cidade. Ela já está passando da idade de se casar e morre de medo de ficar para titia. Quando o pai de Zé, Sifrônio, está a ponto de esganar o filho para que ele case logo, eis que surge uma versão sertaneja do mitológico cupido, deus do amor.

Em vez de usar flecha, ele atinge em cheio o coração do rapaz com uma baleadeira. Mais nordestino, impossível. Zé fica apaixonado no ato e só quer saber de ficar com Quitéria, mas o casal de pombinhos é flagrados em um "amasso" pelas três maiores fofoqueiras da cidade, que tratam de espalhar aos quatro ventos que Quitéria perdeu a virgindade antes do casamento. "Sou coroa, mas faço questão de casar moça", espalha aos quatro ventos.

Não falta ironia nas cenas do casamento, celebrado por um padre mesquinho que cobra a cerimônia por hora, enquanto os personagens entoam uma música do padre Marcelo Rossi. Tem até uma prostituta que tenta impedir o casamento dizendo que tem um filho com Zé e um casal de cangaceiros que chega atirando para todo lado, mas nada impede que o amor culmine, claro, em uma quadrilha de São João.

No belo cenário do Pátio de São Pedro após a revitalização, a peça conquistou o público. Com figurinos simples e uma pitada de improvisação, o espetáculo é permeado por canções populares, como "Usina", do Mestre Ambrósio, acompanhada pelo público com empolgação e palmas. Em seguida, as pessoas se espalharam e continuaram curtindo o clima agradável dos barezinhos e restaurantes do local.

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