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Nem
os celulares tiram o brilho de Anjo Duro
Do
JC OnLine
Com informações de Janaína Lima, do Caderno
C
A estréia
recifense da peça Anjo Duro não poderia ter
sido mais emocionante. A atriz Berta Zemel foi aplaudida por cinco
minutos, saiu e voltou ao palco do teatro Apolo para mais outra
série de palmas do público, que lotava o local. Com
um pequeno atraso de 10 minutos, o espetáculo começou
e encantou a platéia, com sua atmosfera intimista e delicada.
Contando a vida da psiquiatra brasileira Nise da Silveira, Berta
tratou de um tema denso com o respeito necessário.
Tal
respeito não existiu em parte do público. Apesar de
a organização pedir encarecidamente para que as pessoas
desligassem seus telefones celulares, por uma questão de
educação e, também, pelo clima da peça,
alguns espectadores não seguiram o conselho. Quando a atriz
Berta Zemel, já no palco, aguardava que as últimas
pessoas se acomodassem para dar início à encenação,
soou no teatro um telefone. O organizador do Festival Recife do
Teatro Nacional, Romildo Moreira, subiu ao palco e pediu que a ligação
fosse atendida no hall. Pouco depois, novo chamado. Dessa vez, Moreira
tomou o aparelho de seu proprietário, exigindo que o telefone
fosse desligado.
Fica
o recado para aqueles interessados em assistir à peça
na quarta-feira,
em sua última apresentação no Recife - teatro
Apolo, às 18h30. Celular desligado (ou no modo silencioso)
é regra fundamental para eventos do tipo - incluam-se aí
sessões de cinema e shows em locais fechados. A educação
doméstica vai à rua e agradece.
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