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Histórias do amor ao som de música pop

Fabíola Blah
Do JC OnLine

The Clash, Beastie Boys, Stevie Wonder, Prince, Primal Scream. Allison, Penny, Charlie, Sarah, Laura. De cinco em cinco, esse é o ritmo da vida de Rob Gordon, dono de uma loja de discos em Chicago, que se move de acordo com as listas de "cinco mais" que vive fazendo com seus amigos.

Rob é a personagem principal do romance High Fidelity, de Nick Hornby, origem da peça A vida é cheia de som e fúria, mostrada no III Festival Recife do Teatro Nacional pela Sutil Cia de Teatro, do Paraná. O livro acaba de ser lançado no Brasil e o filme homônimo, dirigido por Stephen Frears, estreou nos cinemas neste final de semana.

Depois de levar um fora da última namorada, Rob rememora antigos casos amorosos, tendo sempre como música de fundo clássicos da geração pop. O casal não brigava pela pasta de dente amassada ou por calcinhas no banheiro, mas porque Rob queria pintar na parede o logotipo da gravadora Motown...

Pôsteres imensos de Kurt Cobain e Bob Dylan compõem o cenário da peça e o fato de serem móveis contribuem para a agilidade da encenação. Uma tela finíssima logo na boca do palco funciona como suporte para projeção de pequenos clipes e de outras cenas ilustrativas para o espetáculo. Numa peça costurada pela música pop, os clipes não poderiam faltar, claro.


A história propriamente dita, porém, poderia ser mais enxuta. Dividida em dois atos e com duração total de 2h40, A Vida... tem alguns momentos repetitivos, que chegam a cansar o público. As piadas são engraçadas na primeira ou segunda vez, a partir da terceira já perde a graça. Uma ediçãozinha não faria mal.