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Debates com os grupos foi a novidade que mais agradou ao público e à classe

Além de ser um retrato das produções mais recentes do teatro brasileiro, a terceira edição do Festival Recife do Teatro Nacional procurou transformar o evento num palco de discussões dos caminhos estéticos e ideológicos que este mesmo teatro está seguindo.

O espaço aberto para os debates, no mezanino do Teatro Hermilo Borba Filho, promoveu o encontro do público com atores, diretores e pesquisadores, provocando, durante uma semana, reflexões sobre as encenações vistas na programação.

Entre meras afirmações elogiosas e algumas críticas contundentes, os debates provaram que podem se tornar um dos pontos altos das próximas edições do festival.

Com uma formação eclética – Fátima Saad, Leslie Damasceno, Maria Helena Kühner, Fernando Peixoto, João Denys e Yara Novaes –, a mesa de debatedores conseguiu expor visões diferenciadas dos diversos formatos de espetáculos apresentados no evento, impedindo uma visão única do fazer teatral.

Além disso, a participação do público, lotando o lugar, provou que o recifense está ávido por discutir e entender aquilo que vê exposto teatralmente no palco. Sem contar com o estímulo que discussões deste tipo provocam na classe artística da cidade, ultimamente tão à margem da vida teatral brasileira.

Terminado o festival, além da saudade de alguns espetáculos, fica a certeza de que o Recife pode retomar seu lugar como pólo fomentador do teatro nacional.