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BOLSA
Venda
da Telemig e assembléia da Telemar
são foco no setor
Em meio
a completa indefinição de um dos setores mais complicados
–e mais líquidos– da Bolsa de Valores de São
Paulo (Bovespa), analistas e profissionais do mercado recomendam
que o investidor fique atento a dois fatores: a possibilidade de
venda da Telemig Celular e a Assembléia Extraordinária
da Telemar, que certamente dará alguma pista sobre o processo
de reestruturação da empresa.
Por enquanto, o que se comenta nas mesas de operação
é que já é explicita a decisão de venda
da operadora de telefonia móvel de Minas Gerais, o que agrega
valor às ações ordinárias (ON) da empresa.
Segundo operadores, a Vivo, Claro e Oi estão na disputa pelo
controle da Telemig Celular e o investidor pode sair ganhando no
processo de venda.
O futuro da TIM também é incerto. Na semana passada
a Telecom Itália desistiu dos planos de vender a unidade
de telefonia móvel no Brasil. Em comunicado ao mercado, a
empresa confirma o interesse em convergir seus serviços e
não menciona a separação da unidade de telefonia
móvel.
No setor de telefonia fixa, o mercado aguarda o encontro entre controladores
e acionistas da Telemar, marcado para 13 de novembro, para discutir
a reestruturação societária e a migração
para o Novo Mercado da Bovespa. Para isso, no entanto, a operadora
deve se desfazer das ações preferenciais (PN) e, segundo
analistas, a proposta de relação de troca de ações
PN para ON não favorece o investidor minoritário.
Enquanto as propostas não se consolidam, a recomendação
dos analistas é de manutenção do papel nas
carteiras de investimento. O patamar de R$ 32,70 para a Telemar
é indicado como a próxima resistência pela maior
parte dos profissionais consultados. Na semana até quinta-feira
(26/10), a ação encerrou cotada a R$ 31,85, com alta
de 1,59%.
Entre as empresas de telefonia fixa, a única que continua
na recomendação de compra dos profissionais do mercado
é a Telesp PN, pelo excelente pagamento de dividendos ao
investidor.
O investidor deve avaliar os números das empresas e colocá-los
em uma planilha junto com indicadores de rentabilidade. Dessa forma,
pode-se assegurar se a empresa que pretende investir tem ou não
capacidade de sustentabilidade para os próximos anos, se
existe espaço para expansão em sua área de
atuação e de quanto são os investimentos a
médio e longo prazo.
Da
Redação
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