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ÚLTIMAS NOTÍCIAS 08/11/2006
NÍVEL DE ATIVIDADE
Custo de vida em São Paulo fecha outubro
em 0,27%

O custo de vida na cidade de São Paulo oscilou 0,27% no mês de outubro, uma queda de 0,12 ponto percentual sobre os 0,39% contabilizados em setembro, segundo dados divulgados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Os itens de maior peso no crescimento foram Alimentação (1,37%), Habitação (0,21%) e Despesas Pessoais (0,83%). Juntos, os grupos contribuíram com 0,42 ponto percentual no cálculo da inflação mensal.

Na Alimentação, o principal reajuste foi registrado na categoria de produtos in natura e semi-elaborados (3%), com destaque para aves e ovos (8,79%), carnes (4,78%), raízes e tubérculos (4,03%) e grãos (3,08%).

No item Habitação, o avanço foi influenciado pelo subgrupo locação, impostos e condomínio (0,60%) devido ao aumento de 1,06% no aluguel dos imóveis, seguido da conservação do domicílio (0,24%), enquanto a operação do domicílio registrou pequena oscilação (0,04%).

Por outro lado, a desaceleração dos grupos Transportes (-0,76%) e Equipamento Doméstico (-0,42%) reduziram o resultado em -0,15 ponto percentual.

No caso dos transportes, a retração foi afetada pelo subgrupo individual (-1,03%), devido à queda de preço dos combustíveis (-1,86%), em especial do álcool (-6,70%).

Porém, a queda no índice geral não impediu o avanço da inflação entre a camada mais pobre da população. Na análise da estrutura de gastos de 1/3 das famílias com renda média de R$ 377,49, o avanço chegou a 0,55%.

A taxa vigente entre as famílias com nível intermediário de rendimento (média de R$ 934,17) ficou em 0,38%, enquanto o percentual para as famílias com renda média de R$ 2.792,90 atingiu 0,15%.

Em 12 meses, a inflação na capital paulista acumula 2,16% - a menor taxa desde fevereiro de 1999 (2,05%). No ano, o percentual situa-se em 1,57%.

No acumulado por distratos de renda, a variação é maior entre as famílias de maior poder aquisitivo (2,56%), seguido da classe de renda menor (1,66%) e a faixa intermediária (1,51%).

Em 2006, as alterações de preços mostraram menor impacto entre as famílias de poder aquisitivo reduzido (1,07%) e de renda intermediária (0,89%). Entre as famílias mais ricas, a taxa foi de 2%.
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