, guitarrista e compositor, é um dos grandes da guitarra brasileira. Foi, junto com Zazá Desidério,  participante da segunda temporada do Projeto "2+2 = Jazz", Com extensa formação, é um destaque como solista e acompanhante.

Como você se envolveu com a música e como foi seu estudo?

Meu pai tocava piano e meu tio é um violinista renomado chamado Paulo Bosisio. Tinha sempre musica em casa, e com sete anos comecei a fazer aulas de violão, depois fui estudar na antiga Musiarte onde me formei em harmonia. Em seguida fiz o curso de arranjo na escola CIGAM e logo depois fui para a Berklee College of Music. Hoje estudo por minha conta.
 

Quais são suas experiências profissionais?

Pela minha fluência no jazz, comecei no meio instrumental. Toquei com Nico Assumpção, Márcio Montarroyos, Robertinho Silva, Leo Gandelman, Paulo Moura e muitos outros, mas também entrei no circuito de cantores com Pauilinho Moska, Leila Pinheiro, Simone ,Emilio Santiago e muitos outros. Hoje tenho trabalhado como produtor e diretor musical para algumas cantoras.

Pudemos ver você tocando com instrumentos antigos ligados a um laptop... Como você conjuga as novas tecnologias com as antigas tradições do instrumento?

Sou um cara bem “vintage”, dificilmente me viram tocando uma guitarra verde “flame top”… gosto de marcas tradicionais como Fender e Gibson, mas ao mesmo tempo sou louco por efeitos, prefiro os antigos… mas alguns softwares oferecem alguns efeitos bem interessantes que para reproduzir algo do tipo analogicamente você precisaria de uma parafernália sem precedentes.

Como você escolhe o instrumento adequado, guitarra maciça, semi acústica ou violão?

Hoje tenho 8 instrumentos dentro de guitarras maciças, half body (Gibson semi acústica 335), hollow body (semi acústica mais cheinha 175), violões de aço e naylon , gostaria de reduzir o numero de instrumentos, pois quando se usa muitos instrumentos o desafio é tocar com a sua marca em qualquer um deles.

Quais são suas opções de efeitos e amplificação? 

Tenho uma coleção enorme de pedais, montei uma pedaleira com uns 12 mais básicos, dependendo do trabalho levo uns “agregados”. Gosto de efeitos que induzam você a uma concepção de tocar diferente como distorção, envelop filter, ring modulator, whamy e outros. Claro que esses efeitos são para usar num trabalho que vise um certo experimentalismo; com relação aos amplificadores prefiro os Ferders valvulados mas gosto dos transistorizados para tocar jazz.

Como lidar com as duas funções da guitarra, músico acompanhante de cantores e como atuante na música instrumental, como conceber essas duas posturas?

Acho que difícil mesmo é ser absorvido pelo Mercado, quando você é um musico que abraça todos os estilos… na minha opinião o que o mercado absorve hoje é o especialista, por isso acho que estou migrando para a atividade de produtor e diretor musical, por mais que eu esteja envolvido no trabalho, tenho sempre um ouvido de “fora” dele.

- Que conselho você daria a um iniciante nos estudos?

Se você tem a música apenas como uma curtição, apenas curta; se você tem alguma ambição como  músico procure enriquecer a sua educação musical e cultural em geral, amplie o seu leque de referências ouvindo os mais diversos tipos de música, leia livros dos mais variados assuntos vá a uma exposição e leve a sua namorada(o) ao cinema…