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Taro Kaneko pode ser considerado,
embora ainda jovem, um dos pintores importantes da nova
geração artística brasileira. No
momento atual quando as manifestações
plásticas apresentam várias facetas,
valendo-se de materiais e veículos que a tecnologia
coloca à disposição da sociedade, Taro
Kaneko mantem-se fiel à pintura de cavalete e ao
figurativo. Sua paleta revela o colorista e as pinceladas,
generosas, levam o apreciador a procurar coincidência
ou influências, de mestres que se situam entre van
Gogh aos contemporâneos que a crítica
especializada denomina tachistas.
Temos acompanhado a evolução de sua arte. Ela
vem se aprimorando e conquistando admiradores não
só no Brasil como no exterior, notadamente EUA e
Japão onde se apresentou em mostras individuais.
É curioso - e isso faz parte da
sistematização que nossa mente insiste em
impor - Taro Kaneko, embora formado no seio do numeroso
grupo de artistas nipo-brasileiro, destaca-se ao manter-se
ao seu estilo no qual indentificam-se raizes bem
brasileiras. Há evidências da cultura oriental
mas a presença brasileira em suas obras, nas cores e
nas abordagens temáticas, é mais forte. Esta
tênue lembrança oriental se explica no
início de sua formação pelos
laços de parentesco com pintores e ceramistas em sua
familia. As mais variadas etnias e culturas chegaram ao
Brasil e ainda estão em processo de
transformação e também a japonesa - que
agora comemora 90 anos de sua chegada - está se
diluindo a amalgamando no seio da sociedade brasileira. As
artes plásticas são o veículo ideal
para mostrar essa migração.
Taro Kaneko é um dos seus artífices.
Luiz
Hossaka
Conservador
chefe
Museu de Arte de
São Paulo
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